24 novembro 2008

O Mundo em suas mãos


Já imaginou como seria maravilhoso poder aprender novos idiomas praticando exercícios escritos, visuais, de raciocínio, de áudio e, ainda, poder conversar com os nativos que falam o idioma que você quer aprender?

Esses nativos ainda te ajudam corrigindo seus exercícios escritos e falados. Em troca, você também pode ajudar interessados em aprender português ou outro idioma que domine. Eu já mandei convites para vários amigos divulgando essa oportunidade, mas acho estranho as pessoas não se empolgarem. Estou falando do LiveMocha, um site fabuloso, que propicia todas essas oportunidades gratuitamente.

É realmente funcional o método utilizado por lá. Você seleciona o idioma de seu interesse (quantos quiser) desde inglês, espanhol, até árabe, japonês, mandarim...

E você conhece pessoas de todos os lugares, podendo ainda procurar especificamente por aquelas que se enquadrem no seu perfil de interesse. No meu caso, estou aprendendo inglês e francês - nível intermediário, e me matriculei ontem no de italiano - nível iniciante. Procurei por pessoas que falem francês interessadas em aprender português/Brasil. Aí é mais fácil haver uma colaboração mútua.

A todo tempo pessoas online me chamam para bater-papo, geralmente indianos. xD Você pode recusar, claro. E se preferir, nas configurações, cancele a opção de ser convidado para bate-papo simultâneo com usuários online. Eu não cancelei essa opção porque, de vez em quando, encontro pessoas muito interessantes e tento conversar com elas na mesma hora. Tem umas chinesinhas tão lindinhas *-* Já comentei que adoro olhos puxados? '-' Mas com os orientais é meio complicada a comunicação... A maioria está começando a aprender inglês e, pra mim, é impossível entender aqueles ideogramas. o.O

De todo modo, você adiciona amigos (isso lembra a lista de amigos do orkut), manda recados, pede ajuda... Uma inovação recente, feita pela equipe LiveMocha, foi a atribuição de prêmios simbólicos para os melhores colaboradores, seja com comentários, correções, dicas etc. Existem pessoas tão gentis, inclusive franceses u.u (As pessoas adoram dizer que os franceses são chatos, nariz empinado e não sei o quê! >/).

É tão legal você ajudar uma pessoa interessada em aprender o seu idioma, é uma honra! Ontem mesmo dei umas dicas para um árabe, que deveria ter uns 11 anos. Ouvi o áudio dele lendo um exercício que lhe foi dado, e ele se saiu incrivelmente bem, vacilando apenas na pronúncia da palavra 'navio' e 'ano' (que ele falou parecendo um espanhol: "año").

Muito melhor que ficar no MSN, orkut e outras bobagens que adoramos, o LiveMocha ocupa seu tempo te fazendo aprender, evoluir e, o melhor, sem pagar nada por isso! Nas férias vou me dedicar tanto, que vou aprender italiano e espanhol sem nem fazer curso. Hehe! =)

Façam o mesmo, galera, vale a pena! (E nem ganhei nada para fazer toda essa divulgação xD).


E, antes que eu me vá, dêem uma olhadela nesse site aqui: Interpals.

É um site de relacionamento que tem por objetivo reunir pessoas do mundo todo, e fazer você conhecer e interagir com elas. Conheci esse há pouco, mas já estou me viciando. É mais focado em relações mesmo, e você pode procurar o seu 'par perfeito' de acordo com o país, o idioma, as preferências pessoais e talz.

Exemplo de busca que fiz (LoL):

Male
Speaks: French, Portuguese, Italian and/or English
Lives: United Kingdom, Finland, Canada, USA, France, Italy
Age: 20-28
Keywords: Heavy Metal, Rock

xD!

No comments, okay?! >.< style="color: rgb(204, 204, 255);" href="http://translate.google.com.br/translate_t#">Google Tradutor)

Hoje dei várias dicas, hein?!
Estou empolgadíssima com essas descobertas! =3
O Interpals e o LiveMocha são exatamente o que eu vinha buscando na net. =D

Now, enjoy them a lot!


Abração galera!



06 novembro 2008

Aquele se tornou um dia comum...


(continuação do conto Aquele não era um dia comum)


Os dias se passaram monótonos. Nenhum acontecimento o fazia esquecer-se daquele beijo. O único beijo.

Ela também estava confusa. Por que correra daquele jeito? Ainda se perguntava, mas não conseguia explicar. Resolveu marcar um novo encontro com ele. Dessa vez faria diferente, não iria fugir.
Planejou durante dias, mas a coragem nunca a ajudava. Como falar com ele?, agora os dois pareciam estranhos - que tinham um segredo em comum, isso é verdade. Mas ninguém poderia imaginar o rumo dos acontecimentos.

Semanas e semanas se passaram. Ele faltava às aulas. Estaria doente?

Semanas e semanas corriam, e nenhum momento parecia o ideal.

Ela deveria escrever um e-mail? Mandar uma carta por alguém? Combinar um outro encontro? Ela não sabia o que fazer, definitivamente, tudo já havia se perdido nas linhas do tempo, e agora só restava uma lembrança.

...


Ele apareceu sorrindo, falando ao celular com empolgação. Sussurrava palavras doces para alguém - quem seria?
Ela pôde ouvir algo: Você vai passar aqui hoje? 20h20? Então vou te esperar.... Não conseguiu ouvir mais.

Optou por um caminho não muito ortodoxo: Segui-lo.



20h15 o viu passando em direção ao refeitório - o mesmo refeitório de outrora.



Enquanto ele fazia um pedido na cantina, ela fingia ler algo, super compenetrada. Ele passou por ela e nem a notou. Bom sinal, ela estava bem camuflada. Bom sinal? Ele não a viu! Isso talvez não fosse tão bom...

Uma nova espiada no refeitório, e voilà! Eis que uma garota de cabelos claros se encaminha em direção a ele, de braços abertos - vai abraçá-lo.

O sorriso que ele abre é ainda mais belo;
A intensidade com que se abraçam é ainda mais forte;

O beijo que compartilham é ainda mais verdadeiro;
Eles se gostam mesmo.


É tudo mais real, tudo mais certo - do que aquilo que um dia ele demonstrou sentir por quem o observa.
O celular vibra duas vezes. É uma mensagem de texto de alguém que mora longe, mas que pensa nela. Um antigo, mas nunca esquecido, amor. De repente, as coisas começam a fazer sentido. Não havia razão para lamentos, afinal, era isso que deveria acontecer mesmo.

Ele
merecia um amor pleno.

Ela
merecia esperar mais.

26 outubro 2008

Planejando o amanhã



Não tenho escrito com muita frequencia, e isso é um mero reflexo da desordem que anda minha vida. Tenho tanto a dizer, a comentar... Deixei passar alguns acontecimentos que me pareceram relevantes e agora eles já se tornaram não necessários (ia comentar sobre as eleições, por exemplo, mas deixa pra lá. Também pensei em dizer algo sobre as mudanças que ocorrerão na ortografia da língua portuguesa, e isso é uma coisinha que ainda me atormenta... Viram que eu escrevi frequencia sem o trema, né? Pois é, eu olho para a palavra e ela parece tão errada... Mas enfim... Questão de hábito, preciso me acostumar com as novas regras.... Todos precisamos, aliás).
Pois bem, decidi fazer diferente hoje. Antes de tudo, quero agradecer aos poucos - mas fiéis - leitores que tenho =') (Pelo menos os que costumam comentar no meu blog, porque os que não comentam não tem como eu saber que leram... 8-)

Ivo, Luquitos, Elson, Diego, Pedro (descobri através do comentário no último post e fiquei contente, viu, Pedrito? Brigada pela força). A Sam, linda flor, também costuma passar por aqui, uma honra pra mim. Tem também o JP, menino muito especial... O meu amado Brux... Enfim, melhor parar de citar... xD
Agora, com os agradecimentos feitos, queria ser meio metódica com essa postagem - e espero não ser chata o suficiente para que parem de ler antes do fim. Entendam, eu preciso ter algo organizado. Nem que seja meu blog. '-' Algumas pessoas já sabem, outras não. Ultimamente tenho levado esse plano muito a sério, correndo um grande risco de não obter êxito se não com um esforço quase hercúleo... Mas vou tentar ajudar a esclarecer as coisas para quem ainda não conhece muito sobre a carreira diplomática. Sim, é esse o plano da minha vida: ser diplomata! (Como pude demorar tanto a explicar?? ¬¬)

Bom, vamos lá.

Em primeiro lugar: Por que a Mara, estudante de Publicidade, decidiu ser diplomata?

É, eu sempre senti fascínio pela carreira, mas confesso que, quando piveta, não tinha a menor idéia do que se tratava. Acho que o nome me atraía, sinceramente não sei porque queria ser diplomata sem ter muita noção do que um profissional dessa área fazia, mas eu queria sim. Só que a vontade não foi muito duradoura, afinal, eu era uma criancinha feliz, que queria ser tudo, achando que qualquer coisa que eu escolhesse seria realizada. Eu não fazia idéia do terror que é o Vestibular, ninguém me contava essas coisas. Meu pai enchia minha cabeça dizendo que eu deveria escolher Direito, e então eu acatei. Mais uma vez sem entender patavinas das funções de um bacharel em Direito. Até que, um belo dia (e quente, já que moro em Fortaleza, então isso deve ser salientado), me vendo na situação super estranha de escolher um curso para tentar passar na Federal, escolhi Publicidade! Eu decidi na pura sorte, acreditem. Quase um auê aqui em casa, porque não fazia muito sentido escolher esse curso sem saber como era o mercado na cidade, se eu teria chances de emprego e blá blá blá. Sei que eu gostava de alguns comerciais, me 'achava' (isso, não acho mais) criativa e então parecia o curso ideal. O primeiro semestre foi mais ou menos, passei por uns traumas, quis desistir, jogar tudo pro alto e tentar Letras/Francês. Repensei, voltei pro curso - que já havia feito por 1 ano e meio - e consegui continuar na faculdade com minha bolsa integral. Numa bela noite, fui apresentada a um amigo de uma amiga. E, de repente, ele diz que vai à África, ficar lá por dois anos. Então eu pergunto a razão e ele responde: Vou a trabalho. Eu, maravilhada, pergunto: Qual sua profissão? Aí veio a resposta que, instantaneamente, me fez brilhar os olhos e gerar um leve furacão em minha barriga:
Sou diplomata!

Sim, eu fiquei admirada, e na mesma hora comecei a encher o pobre com perguntas. Dentre todas, uma me chamou a atenção: Para passar no concurso, estude muito, não não, estude mais que isso. Dê tudo que puder, deixe de viver, de ter vida social, deixe tudo pra lá, pois mais nada importa que passar. Tenha fé também. É bom rezar e contar um pouco com a sorte, porque não é nada fácil...

Falando um pouco sobre o concurso para carreira diplomática:
Esse rapaz passou no concurso na segunda tentativa, é graduado em ADM pela UFC. Para ser diplomata não existe restrição quanto ao curso superior, mas precisa necessariamente ser um curso reconhecido pelo MEC, claro. O inglês é obrigatório - como um dia já foi o francês. Já não há mais prova oral, no entanto o inglês do candidato precisa ser impecável, acima da média de um americano comum, por exemplo. As outras disciplinas cobradas na prova são: Português, História, Geografia, Noções de Economia, Noções de Direito e Direito Internacional Público e uma segunda língua estrangeira, entre o francês, espanhol, alemão, mandarim, japonês, árabe. Vou ficar com o meu magnifique français, comme tout le monde sait, n'est-pas? =) A prova é constituída de 4 fases, que duram alguns meses para terminar. Essa parte é meio chatinha de explicar e um pouco longa, então, vou deixar aqui um link para os mais interessados:

FAQ Itamaraty

Trata-se de uma super explicação sobre o concurso, com as dúvidas mais frequentes e curiosidades. Eu já li todinho algumas vezes '-', e ainda não cansei. Vivo indicando para alguns interessados, porque dificilmente eu poderia explicar melhor que o autor desse FAQ (Frequently asked questions), o Renato Godinho - que é diplomata. E como ele não autoriza a reprodução parcial do conteúdo, indico o link para que vocês tenham acesso à página na íntegra. Só precisa ser levemente atualizado quanto ao salário, já que neste ano - 2008 - a lei do aumento salarial para diplomatas finalmente foi aprovada, sendo agora o inicial, para o terceiro secretário, de aproximadamente 10 mil reais. Quem tiver interesse, recomendo que salve esse FAQ nos favoritos e leia um pouquinho quando tiver sem muito o que fazer. É capaz que vocês se interessem tanto pela carreira que adotem esse sonho também. =)
Quando a Mara pretende começar a estudar com afinco para o concurso do Itamaraty?Essa é, definitivamente, uma das coisas que mais me aflige. Não apenas porque eu optei por demorar mais tempo na faculdade (ao invés de terminar em 4 anos, vou terminar em 5, em dezembro de 2010), mas porque eu sei que com minha formaçãozinha no curso de inglês do Imparh não dá para chegar nem perto do nível exigido na prova. Eu já andei olhando, e é incrivelmente hard! = Como se não bastasse, não sei praticamente nada de Economia e Direito. E Geografia e História nunca foram minhas matérias preferidas... Vou ter que começar a estudar dos primórdios, porque lembro de tudo muito vagamente. A única que me alivia mesmo é o português, mesmo sabendo que o que eles exigem é meio erudito, super formal e talz, é uma disciplina que eu amo, sem limites. Amo também o francês, e o nível não é dos mais cruéis, pelo menos na prova deste ano estava um nível que, creio, com a formação na Casa de Cultura é possível encarar tranquilamente. Em outras palavras, eu preciso melhorar só tudo. E, no momento, eu não tenho estudado nada de Direito e/ou Economia e/ou História e/ou Geografia O.o' Can you see my situation?Mas não é por preguiça, TÁ? i.i É porque realmente eu não sei por onde começar, e nem tenho todo tempo do mundo para isso, acho até que não é absolutamente errado deixar para começar a estudar pro concurso só qdo estiver graduada... Ou é?? >.<>À la vonté! =D~~ Ok. Esse post tá grandão, é chato ficar lendo essas coisas que não são exatamente do nosso interesse, eu sei. E ainda me sinto insatisfeita com o tanto que escrevi, porque quero escrever muito mais. Dedos nervosos, cabeça à mil. @@' Mas acho sensato parar um pouco, ler os comentários de uns e outros e depois eu continuo com a minha explanação. Ou não. Provavelmente, falarei em outro post sobre a oportunidade super legal de trabalhar e estudar no exterior, ganhando dinheirinho e conhecendo lugares incríveis... Outro plano que tenho para minha vida - antes de ser diplomata: ser au pair! Quero compartilhar isso com vocês. Adoro falar sobre essas coisas =3

Fico por aqui.

Abraço de urso em vocês! o/

04 outubro 2008

E a topic bateu no ônibus


Era meio-dia e eu voltava estressada do North shopping, após passar quase 40 minutos na fila do caixa das Lojas Americanas ¬¬'. Absuuurdo! Só tinha duas mulheres atendendo... Francamente... Fiquei muito aborrecida. Mas enfim, compra efetuada, saio do Shopping e pego a topic que me levará para casa.
Exatamente aquela topic, menos de um quilômetro depois, bate em um ônibus. A freiada do motorista foi tão brusca, que um pobre garotinho, não fosse a catraca, iria bater no pára-brisa do veículo. Confesso que foi muito engraçada a reação dele. Fez uma careta de dor e susto que merecia uma foto :X. Mas... Tadinho, fiquei com pena também.
O curioso é que nessas horas, quando acontece algum acidente ou qualquer coisa que nos chame a atenção, de repente, todos que estavam silenciosos começam a interagir entre si. E é nesses momentos também, que surgem os especialistas! Isso mesmo, aqueles que vão comentar o ocorrido, sempre com um ar de "Eu sei do que estou falando". Um homem lá repetiu várias vezes: "Só bateu porque a pista estava molhada, se não tivesse, não ia bater..." - Tinha chovido pela manhã, de fato. Mas o engraçado é que esse homem rebatia tudo que diziam, sempre falando que 'se não fosse a pista molhada...' Eu mesma comentei que a topic estava indo muito rápido, mas ele sempre queria dar a última palavra, então me calei. Querer ter razão com uma coisa tão banal dessas, sinceramente, nem sei o que dizer. Outro senhor complementou que o ônibus é que estava errado, pois entrou na frente da topic bruscamente. E eu passei a concordar silenciosamente com tudo que diziam, só para não ser rotulada de chata.
Quem sou eu para querer ter razão? Apenas uma jovem de 20 anos, que não sabe das coisas. É isso que eles pensam de mim, com o atenuante de estar vestindo roupas incomuns e ter o cabelo 'diferente', coisa de gente doida que não tem o que inventar. XD~~


Yeah!

No fim das contas, chegou outra topic e mó galera foi nela, extremamente lotada, com pessoas penduradas na porta. Eu preferi não ir, e esperar outra com mais vagas. Então, o cobrador entregou ao motorista do bus R$ 30,00, pelos danos causados pela batida, e então o pessoal que esperou, pôde voltar pra casa numa topic que não parava aos sinais de passageiros em potencial e corria com muita cautela. Ficou tudo bem. Abraço a todos!

13 setembro 2008

Fenótipo alterado.

Nem tem Photoshop... Huhu...


As mudanças vêm de dentro pra fora. Mas também podem ocorrer fora, para refletir uma inquietação que vem de dentro. Assim ocorreu comigo. Quando saí de casa naquela terça, eu estava disposta a mudar. A frustração de não poder tingir de azul ou roxo veio logo, quando o profissional fez o teste de mecha, comprovando que anos pintando o cabelo de preto deixam os fios acostumados a ficarem assim: negros. Eles simplesmente não clareavam, e ele usou o melhor produto para isso. Na verdade, o resultado foi um degradê de tons alaranjados. Da raiz para baixo o tom ia escurecendo, até chegar num ponto onde o acúmulo de pigmento preto foi mais forte que o clareador. Não mudou nadinha. Continou super preto. Então ele disse que não seria possível colorir com tons azuis, roxos, verdes ou rosas. Só daria certo mesmo um vermelho ou laranja. E só na parte que clareou. Não havia muitas opções, eu já estava desanimando, pensando que ia voltar para casa apenas com um novo corte de cabelo, quando sugeri que ele só colorisse a franja. E foi o que ele fez.

Particularmente, gostei bastante do resultado. Meus pais, pra variar, acharam chamativo demais. A Swu, minha maninha querida, adorou. Tanto que ela será a próxima a se entregar aos encantos das colorações fantasia. Em breve vocês verão a Swuzinha com um cabelo roxo ou azul (sorte a dela de estar com os fios na cor natural).
Algumas pessoas disseram que cortei muito, que meu cabelo era muito bonito e blá blá blá... Bom, o cabelo cresce. E o meu cresce muuito rápido. Não estou sentindo falta das madeixas, aliás, pelo contrário. Me sinto mais leve, o corte ficou bem moderno, e enfim, o cabelo é meu, não é verdade? Eu faço o que quiser com ele, e já não ligo mais se vão dizer que combino mais com outros tons, que eu deveria pintar o cabelo por completo, que eu deveria colocar um roxo, que isso, que aquilo... Ahhhh! Eu estou contente, isso basta. E não parei por aqui. Dizem que pintar o cabelo é quase pior que um vício, porque você não tem necessidade de parar, mesmo gastando dinheiro com cuidados e tudo mais, até porque não faz mal à saúde, não alimenta o tráfico de drogas ou armas e as pessoas não têm motivo para reclamar - apesar de viverem procurando, isso é vero.

Humm... Esse post explicativo sobre a odisséia de mudar o visual nem precisava existir, mas eu 'meio' que me senti comprometida a fazê-lo.


Só digo uma coisa: quando sentir vontade de mudar, vá em frente. Se planeje, pesquise, mas não mude de idéia por comentário algum. Não permita que te deixem mal, que te falem coisas desagradáveis e/ou que não farão diferença alguma em sua vida. Quando você passar a não se importar com a opinião alheia, já subiu mais um degrau em sua escala evolutiva.

Abraço forte aos (poucos) amigos que passam por aqui para me ler.


(Eu quero ganhar dinheiro escrevendo, só não encontrei ninguém disposto a me pagar :T).

30 agosto 2008

Breve: mudanças no fenótipo


Certo, são 8 da manhã, ainda não dormi... o.Ô Mas não estou arrependida. Afinal, hoje é sábado... E passei a noite aqui no pc tirando muitas dúvidas sobre um assunto que já estava me deixando looouca!!


Colorir o cabelo!

Ah, mas não uma cor qualquer, claro. Eu pretendo um azul ou roxo, em último caso vou pro vermelho super forte, mas é comum demais, então o azul ainda está na primeira opção.

Só pra esclarecer, eu já pinto meu cabelo de preto azulado há uns 4 anos, com tintas de farmácia mesmo, como Wellaton, L'oreal etc. A cor natural do meu cabelo é castanho claro.
Tipo, eu adoro quando pinto o cabelo e ele fica com aquele brilho azulado, quando estou exposta ao sol ou a lâmpadas quentes. Mas depois o brilho sai e fica só o preto básico.
É, eu gosto do meu cabelo preto, todo mundo diz que combina comigo. Mas a verdade é que estou cansada de me olhar no espelho e ver sempre a mesma coisa. Até no corte de cabelo eu não sou muito ousada, geralmente meu cabelo está na altura da cintura, repicado na frente, atrás no formato de um 'V'.
No início do ano eu inventei de fazer uma franja. Meu cabelo é liso e combinou, só que todo mundo resolveu ter a mesma idéia ao mesmo tempo (e a Globo não tem nada a ver com isso... Né... ¬¬'), e logo a franjinha cresceu e eu deixei, não cortei mais.

Hoje meu cabelo está cheio de pontas duplas, e a raiz castanha já está aparecendo 2cm. Eu decidi que não quero mais voltar ao preto! Não não, vamos inovar Mara!! \o/

Por ironia do destino, no curso de inglês eu vi uma menina com o cabelo roxo, e fiquei super empolgada para falar com ela. Na semana seguinte, tive a sorte de entrar no mesmo ônibus que a dita cuja, e não perdi a chance de questioná-la sobre o processo de coloração.
Ela foi incrivelmente gentil comigo, me explicando que se utilizou de um método super barato, que até então eu desconhecia: Anilina.

Rapidamente ela me explicou que aqui em Fortaleza ela encontrou a anilina roxa numa loja chamada 'Mormaço', situada no centro da cidade (não tenho a menor idéia de onde fica, mas eu descubro :P). Para aplicar, primeiro é necessário descolorir, e esse processo ela prefere fazer no salão. (Essa parte achei muito ruim, mas já era de se esperar... O problema é que meu cabelo é muito fino, e já se quebra com muita facilidade, então o fato de descolorir vai deixá-lo ainda mais fraco.) Depois de descolorir o cabelo até que ele fique praticamente branco, ela vai para casa (detalhe: ela usa um chapéu para ninguém vê-la com o cabelo loiro claríssimo saindo do salão) e, sozinha, inicia o procedimento.
Disse-me que já usou o azul, e agora está no roxo e, diga-se de passagem, está um sucesso o cabelo dela.
Assim que cheguei em casa, vim direto para o computador fazer pesquisas. Existem muitas comunidades no orkut falando sobre esse método barato e eficaz, fiquei chocada como eu ainda não conhecia... Estou realmente interessada nisso, e vou também dar uma cortadinha no hair, porque eu já não corto desde fevereiro, eu acho.... o.O Está cheeeio de pontas duplas², pense aí! o/
Em breve, uma nova Mara! Uhu.


BlogBlogs.Com.Br

24 agosto 2008

Aquele não era um dia comum...


Era pra ser mais um dia, como todos os anteriores.
Era pra ele voltar pra casa, como de costume, assim que a aula acabasse.
Mas ele sentiu que aquele dia poderia ser diferente, ao vê-la no corredor, sorrindo, acenando, e pedindo para ele esperar.
Por um momento hesitou, olhou para trás, poderia ser para outra pessoa aquele aceno. Mas não era. Puxa vida, não era!
Ela correu na direção dele e tocou em seu ombro ao chegar, ainda um pouco ofegante.
'Quero falar com você ainda hoje, por favor, me espere no refeitório assim que a aula terminar, pode ser?'

A aula parecia infinita, como nunca fora. O relógio se arrastava, e ele não conseguia se conter. Mal o professor disse que continuaria na próxima semana, ele já tinha guardado o material e se colocava de pé. Todos o olhavam curiosos, ele sempre era o último a sair, calmo, muitas vezes conversava com o professor após o término das aulas. Naquele dia a conversa seria com outra pessoa, bem mais interessante.

Andou apressado para o refeitório. Não a viu lá. Melhor assim, não fazê-la esperar.
Escolheu a mesa perto da parede, discreta. Viu que ainda faltavam cinco minutos para a aula terminar oficialmente, então ela não estava atrasada.
Lembrou-se que não havia passado no banheiro, não tinha conferido o cabelo, talvez fosse melhor ir logo.
Mal pensou em levantar, ele a viu caminhando na direção do refeitório, olhando atenta para todos os lados. Ele acenou, ela sorriu.
Sentou na cadeira, deu uma leve tossida, ajeitou uma mexa que caia aos olhos - aquilo lhe deixava ainda mais charmosa. Olhou-o nos olhos, estava incerta.
Ele, ansioso. O quê ela teria a dizer?
A angústia da espera o estava machucando como marteladas no dedo.

Fale, pelo amor de Deus, fale alguma coisa.
Eu preciso ouvir sua voz.

'Eu marquei esse encontro por impulso, me desculpe. Não sei o que me deu, me desculpe, de verdade. Preciso ir agora, não sei o que estou fazendo aqui... Eu..."

Ele a interrompeu. Tocou na mão dela e a apertou. Imediatamente ela se calou, ansiosa por algumas palavras que a salvassem, que dessem sentido àquela vida tão mecânica.

"Escute... Não precisa dizer nada. Eu sei. Você tem suas incertezas, eu compreendo. Mas hoje as esqueça. Quero te mostrar uma coisa, venha comigo."

Os dois se levantaram, e seguiram em direção à saída do prédio. As mãos dos dois se encostavam, mas nenhum tinha coragem de segurar.
Ela estava intrigada, onde ele a estava levando?
Ele apenas caminhava, sem saber direito o que queria mostrar-lhe. Parecia tão surreal, tão instintivo. Não havia planejado, apenas caminhava.

Chegou a uma praça repleta de árvores, e avistou um banco. Finalmente pegou a mãe dela, e a levou para lá. Mão quente, macia.

Sentaram-se. Olharam-se por alguns segundos decisivos, e então ele puxou a cabeça dela e a beijou. A princípio, desajeitado. Mas os lábios se entenderam facilmente. Uma entrega mútua houve ali. Ela não hesitou um só segundo. Era aquilo que queria.

De repente, vozes se fizeram ouvir. Os dois separaram-se por impulso, desconcertados. Alunos de todos os cantos chegavam à praça. Pessoas conhecidas foram percebidas ao longe. Ela levantou-se de uma vez. 'Obrigada' - sorriso sutil. Saiu caminhando de cabeça baixa, sem olhar para trás uma vez sequer. Ele continuou sentando, confuso. O cenho franzido.

"Eu deveria correr atrás dela?"

Levantou-se e a procurou com o olhar, percebeu que ela já estava longe, corria como uma garotinha assustada.

"Essa eu não entendi..."





(Continua quando me der na telha.)


26 julho 2008

Cultivando amigos


O fim das férias está chegando. E nesses últimos dias, tenho aproveitado bastante. Recebi amigos aqui em casa para ver filmes, na última terça. Viramos a noite, foi bem legal, apesar de o primeiro filme ter sido meio monótono, e no segundo eu ter cochilado em algumas cenas :X
A parte melhor é conversar. Estamos mais entrosados. As pessoas que vieram são muito especiais, já tem um certo tempo que marcamos encontros esporádicos, e o silêncio geralmente reinava entre nós, por longos e intermináveis momentos. Aquilo me incomodava um pouco, apesar de ser uma apreciadora fiel da ausência de ruídos, naquelas circunstâncias, tornava-se um tanto constrangedor. Amanhã haverá outra reunião, para comemorar o aniversário de um dos meninos. Vamos comer pizza! \o/ E depois ficaremos um tempo na ponte metálica, ou andando pelo dragão do mar. É incrível como eu gosto daquelas pessoas. Nem sempre podemos nos ver, moramos meio longe, e todos temos compromissos no dia-a-dia. Com o fim das férias, isso vai piorar, e só lamento, pois adoro estar perto deles.

Outro grupo de amigos que estou muito próxima são dois garotos que estudaram comigo no 3º ano do Ensino Médio, lá no Colégio Sete de Setembro. Na época da escola, mal nos falávamos. Mas aí apareceu o orkut em minha vida (¬¬''), reencontrei o pessoal, e com o tempo me veio a idéia de reunir todo mundo de novo, certamente teríamos muito papo para colocar em dia. O que eu não podia imaginar é que quase toda a galera que também queria muito fazer esse reencontro não podia ir nos locais ou nos dias que eu e mais dois amigos planejávamos. Então, eu chamei só alguns poucos, mais íntimos, para fazer a prévia do encontro. E apenas dois dos convidados compareceram. A partir daí, descobri nesses dois garotinhos um bom humor incrível, e notei que havia muita sintonia entre nós três. Ficamos a noite toda conversando na praça verde, e não tardou para que eu os convidasse à minha casa, para vermos filme. Eles vieram, e nossa sintonia só cresceu. Me diverti horrores - eles são engraçados demais da conta! Depois, decidimos qual seria o dia ideal para haver o grande reencontro da turma do 7. Ficou marcada uma quinta-feira, na praça verde mesmo. Muita gente foi convocada, e a galera se mostrou empolgada pra caramba. Então, eu combinei com os dois garotinhos para chegarmos meia hora mais cedo. Daí, nos encontramos no local, e já começamos a nos aquecer, por assim dizer. ^^ Quando nos demos conta, já havia passado mais de uma hora, e ninguém havia chegado ou telefonado. Esperamos ainda por mais 40 minutos, e nada. Um dos meninos estava com fome, e resolvemos lanchar. Afinal, o reencontro seria apenas de três amigos (os que realmente quiseram que aquilo acontecesse). Na hora do lanche, uma comédia só! Eu mal conseguia deglutir o misto quente, de tanta vontade de rir. Eles não paravam de fazer graça. E até mesmo quando tentavam ficar sérios, o riso vinha do nada, e os três patetas se controlando para tentar comer em paz. Foi bem legal, como sempre é quando estou com eles.
Na próxima semana - que será a despedida das férias -, iremos ao cinema.

Amigos são essenciais em nossas vidas, sem eles, somos pouco demais.

Eles nos aconselham, nos fazem rir, nos contam causos hilários e também riem (forçadamente) das coisas que contamos tentando parecer engraçados (eu já estou desistindo, não consigo ser engraçada...).

É bom demais estar com eles, me sinto feliz. Desejo aos meus amiguxos o melhor que a vida pode oferecer.

^^



08 julho 2008

Ele.



Ele é aquele por quem tenho esperado tantos anos.
É aquele por quem sinto um carinho imensurável, e não sei explicar como posso me preocupar tanto, se mal o conheço.
O modo de andar, de falar (que voz...), de sorrir.
O que ele tem que nenhum outro tem?

Ele nunca segurou minha mão, nunca alisou meu cabelo, nunca tivemos uma longa conversa a sós.
Sei tão pouco sobre ele... Isso me angustia, me deixa ansiosa por novos encontros.
Quero estar perto dele, mas não sei o que ele irá pensar. Talvez eu seja vista apenas como amiga, e não quero estragar tudo. Preciso conquistá-lo. Preciso mostrar que ele tem um valor inestimável (como ninguém vê isso??). Ele é tão especial...

Preciso fazê-lo me notar... É mais que um capricho, um encantamento passageiro. É uma necessidade vital.


Consegue entender isso? Tem alguém que pensa em você, querido. Alguém que sabe o valor que você tem, que reconhece seus esforços, seus talentos. Dê uma chance a si mesmo. Acredite, podemos ser felizes juntos.

28 junho 2008

Quero chegar


Decidi virar a noite, comer chocolate na hora que me der na telha, tomar banho de chuva sem medo de gripe, lavar o cabelo de madrugada e sair com pessoas legais aleatoriamente, só pra conversar.
Não vou mais planejar mil coisas - para depois me frustrar quando mil e uma dão errado.
Decidi mudar de idéia, mesmo quando parecer absurdo.
Vou olhar para outros lados, pensar em coisas antes impensáveis.
Vou ler um pouco sobre tudo, ouvir o que me disserem que é bom.
Não vou discutir com minha mãe, se ela der sermão, sei que estou certa. XD
Vou manter a calma, contar até 10, até 1000 se for preciso.
Vou falar menos. Comer menos - exceto chocolate. ;D

Vou sair sem rumo, pegar um ônibus desconhecido, ir ao fim da linha, puxar assunto com um estranho...

Vou viver como uma personagem inconsequente, mas sempre terei minhas responsabilidades em mente.

Vou arriscar, e se perder, vou continuar.

Não vou mais fingir estar feliz quando não estiver, vou me isolar, pois sei que as pessoas não têm culpa do meu mau-humor - e na verdade, queria que todos agissem assim.

Quero seguir, sem olhar pra trás. Quero voar pra bem longe, ir aonde nunca pensei que iria.

E quero apenas chegar... Em algum lugar que me faça bem.

26 junho 2008

Ela e o Gato. Ela e ela só.


A janela do quarto estava fechada. A noite estava quente, insuportavelmente abafada. Todos na casa dormiam, até mesmo o gato Oliver, esparramado sobre seus pés.

Na cadeira, alguns livros jogados, matérias para estudar, mas a preguiça simplesmente não permitia. E quem era ela para desafiar as coisas que não entendia?


Ela se sentia alguém no mundo. Alguém por quem as pessoas passam, e só passam. Nada mais.


Ela amou algum dia. Será mesmo que sabia o que era aquilo que todos chamavam de Amor? Acreditava que sim, mas a dúvida sempre vinha em seguida, ao fim de mais uma relação perfeita.


Observava casais felizes, via fotos e muitos filmes. Seu coração se enchia de ilusão; talvez possa ser assim... Com alguns.

E a realidade lhe batia à porta, mostrando que ela era apenas alguém no mundo, alguém por quem as pessoas passam, e só. Ela não era especial, não era a escolhida de ninguém.


Enquanto ela refletia sobre sua vida medíocre (e ela adorava usar esse adjetivo), Oliver - o gato - se remexia e mudava de posição. Realmente estava quente, o ventilador liberava um ar morno, e a sensação de que se encontrava em um fim de mundo ficava cada vez maior.

Abrir a janela.

Antes, retirar Oliver - o companheiro - de seu cantinho preferido. Mas ele levanta por si só, se alonga, se espreguiça, e a segue. Ele é o único que nunca a abandona - não até então, pelo menos.

Com a janela aberta está melhor, mas ela adoraria já ter acabado de digitar seus textos e estar na cama, limpa, lendo alguma obra do King. Mas não acabou: paciência.


Respira fundo. Em frente ao computador mais uma vez, se perde por alguns instantes em seus devaneios, retorna, relê as últimas linhas, digita algumas palavras e se perde novamente.

Oliver - o carente - pula em seu colo, se aconchega por ali e adormece.


Vamos lá. Você consegue. Não, não consegue. Resolve tomar um banho, o calor não permite que ela se concentre. Retira Oliver - o amante - do colo, e caminha para o chuveiro. Vai largando as roupas pelo caminho, não há ninguém para espiar, não há ninguém de modo algum. Liga a ducha e vai se renovando aos poucos. Decide lavar os cabelos, demorar-se um pouco mais. Lembranças vão surgindo aleatoriamente, não consegue evitar. Verifica se Oliver está por perto, mas não, ele não demonstra ter interesse em vê-la tomando banho. Melhor assim. Ela certamente ficaria desconfortável em saber-se analisada por outros olhos, que não os dela mesmo. Massageia as madeixas vagarosamente, com o chuveiro desligado, e esquece que tem coisas a fazer quando sair dali. Viaja em pensamentos que jamais seriam reais, e se dá conta que é mesmo assim. A vida tomou um rumo que ela não pôde prever. As pessoas passaram por sua vida rápido demais, e algumas deixaram marcas profundas. Mas apenas ela notava a existência dessas cicatrizes do passado. Os causadores das marcas sequer recordavam desse alguém. E nada seria feito a respeito.

Banho terminado, roupa limpa, cama e livro do Stephen King? Errado.

De volta ao computador.

Precisava produzir algo, no mínimo, aceitável. De boa qualidade já seria pedir demais.

Oliver de volta. Prepara-se para voltar ao colo dela, mas ela o coloca na poltrona no instante exato do pulo. Ele não está necessariamente limpo, ela não está necessariamente disposta a fazer carinhos. Precisava, meu Deus como ela precisava, terminar de produzir aquele artigo.


Finalmente, escreveu algo razoável. Correu para a cama, mas não aguentou ler sequer uma linha de King, adormeceu quase que instantaneamente. Oliver ao seu lado, e ela nem notou.


Ele era o único a dividir a casa com ela. Ela era a única a dar atenção a ele. Mas um dia ele iria embora, e não por vontade própria.

E ela ficará sozinha. Continuará a ser alguém que passa pela vida das pessoas. E só.


09 maio 2008

Mil coisas

Estão vendo a foto desse Ser Fantástico? Elveon é o nome dele. Nossa, imagine a altura que o cara tem, montado na maior baleia do mundo! =O
Essas coisas mexem com a nossa fantasia, não é? O Senhor dos Anéis, As crônicas de Nárnia, Harry Potter... Uhu... Eu não nego que adoro tudo isso. Nem sei porque resolvi postar a foto do Elveon, só sei que postei, mas agora vou falar sobre outra coisa aqui. ^^'
O título é "mil coisas". Mas mil coisas para fazer, mil coisas passando na minha cabeça, mil coisas para esquecer...? U_U... Um pouco de tudo, eu diria.
Esse ano está sendo o mais turbulento de que consigo ter lembrança. Não só o mundo está passando por isso, mas minha vida, em especial, está sofrendo grandes abalos sísmicos.
A faculdade tá indo, o curso de inglês e o de francês também. Mas não estão indo às mil maravilhas, como no comecinho do semestre, quando eu pensava que teria toda a força de vontade do mundo para encarar uma rotina muito louca, cheia de atividades, trabalhos, provas e estudos sem fim >.<
Cheguei ao ponto do quase desespero, sabe? Porque evito ao máximo dizer-me 'desesperada'. Acho essa palavra forte demais, e poderia me levar ao descontrole, inclusive. As palavras têm poderes que as pessoas duvidam, mas não deveriam colocar à prova não :X Eu asseguro XD
Poizé, daí, eu fiquei numa crise existencial, como se não bastasse a rotina estudantil uma loucura, me veio a quase depressão, por me considerar uma pessoa mediana em tudo... :
Não sou a melhor no francês, e na faculdade (publicidade e propaganda) estou longe de ser a mais criativa. Me desiludi com o curso desde o 2º semestre, mas resolvi dar uma segunda chance, e hoje vivo com essas famosas crises conjugais, mas não vou mais sair da área, acho que não existe nenhuma ideal para mim. E é melhor manter-me em uma na qual já estou inserida, do que tentar outra e quebrar a cara. Afinal, não vejo outra coisa melhor pra mim mesmo, se eu visse, garanto que iria fundo (acho que não nasci para nada, definitivamente :þ).
Sabe uma pessoa sem dons? Eu!
Outro dia me vi em frente a um piano clássico, puxa, que sonho - pensei -, mas não tive nenhuma familiaridade. Eu considero o piano um dos mais belos instrumentos existentes na face da Terra, todo majestoso, pomposo, lindo mesmo >.<>
Foi frustrante, até pq fiquei muito mais nas aulas teóricas, e quando ia aprofundar as aulas práticas, precisei mudar de bairro - ficou pra trás.
Ainda penso em algum dia me dedicar ao piano, vou tentar mais umas vezes, só que preciso ter tempo. Alguém tem um pouquinho pra me emprestar? O.o
E agora ainda tem mais, preciso trabalhar!! o/
É... Estágio obrigatório na facul. Próximo semestre pretendo ajeitar tudo para ter tempo de estagiar e não precisar sair dos meus cursos de idiomas. Não abro mão deles >)
Nesse caso, vou ter que cursar menos disciplinas, atualmente curso 7 e estou sofrendo com tanta coisa ao mesmo tempo. Fiquei um tempão sem postar aqui, e tudo por culpa da falta de tempo. Mas agora pretendo ser mais certinha. Vou até divulgar esse blog para mais pessoas além do Brux e da Swu - vou colocar o link do blog que ela criou aí do lado também \o/.
Ah, e sobre o post da quebra de paradigmas, pretendo praticar isso mais vezes, faz bem. =)
Recomendo: faça algo que nunca fez ou pensou em fazer. Fale com uma pessoa que tem vontade, mas não tem coragem. Cutuque um estranho e puxe assunto. Vá por um caminho diferente, use uma roupa que já tinha desistido... Enfim... Depois comente comigo como foi a experiência, tá?

08 março 2008

Quebrando paradigmas

Paradigmas... Eles nos rodeiam, estão cravados em nossos conceitos e raras vezes os questionamos. Por que, afinal, questionar aquilo que aparentemente não apresenta falhas?
Uma boa resposta seria: Porque ninguém o faz.

Cultivamos o hábito de fazer o que parece ser normal. Fugir da normalidade pode ser perigoso. "O que vão pensar de mim se eu fizer isso?"
Tudo ficaria bem mais simples se não nos importássemos com o que dirão a nosso respeito, não é verdade? Mas aí é outra história, para uma outra postagem...

O assunto aqui são os paradigmas. Gosto de falar deles, mas principalmente de quebrá-los. Até mesmo aqueles que parecem mais absurdos de romper, esses são os que mais me atraem.
Hoje posso afirmar com plena certeza: quebrei um paradigma! E estou muito satisfeita com isso.

Estava chovendo. Acordei por volta das 10 horas (privilégio que me concedo apenas nos finais de semana). Tomei um café da manhã normal. Minha irmã (Swu) e meu cunhado (Yuri) estavam na mesa, me fazendo companhia. Então ele me chamou para ir à casa do mestre de Kung Fu dele, que fica num bairro distante da minha casa. Falou que queria conversar comigo, e seria bom se fôssemos caminhando na chuva. Logo de cara hesitei. Acabei de acordar... Estou com sono ainda... Está chovendo... Ir de guarda-chuva também não é legal... Mas tem que ser logo agora? Por que eu?

Ele iria buscar uma encomenda na casa do dito Mestre, e tinha que ser pela manhã mesmo. Queria muito ir comigo. Usou alguns argumentos, e um deles me fez aceitar a idéia: Por que tenho que fazer tudo que quero na hora que quero?

Decidi ir, e fui sem guarda-chuva!

Caminhamos bastante. Durante o percurso, ele perguntou se eu queria passar por um bairro considerado perigoso, mas que nos ajudaria a cortar caminho e chegar mais rápido. Eu disse que preferiria andar mais e evitar o perigo...

Depois de um certo tempo, ele me fez a mesma pergunta. E eu dei-lhe a mesma resposta.

Então, a surpresa: Tínhamos acabado de sair do bairro considerado o inferno da região! Realmente eu senti um clima pesado lá, muita sujeira, ruas estreitas... Mas confesso que não foi o fim do mundo. A verdade é que as pessoas gostam de dramatizar tudo. Ali vi pessoas simples, comuns, mas alguns tipos bem melhores que os encontrados nos bairros mais chiques da cidade.

Após pegar a encomenda, o Yuri me desafiou - sabendo que sou uma pessoa extremamente desorientada: eu teria que guiar a volta para casa! Confessso que não havia prestado atenção ao caminho... E, desafio aceito, acabei voltando por um caminho completamente diferente do que fora feito.
Foi uma experiência incrível, me senti bem melhor quando voltei à minha casinha. Um novo paradigma quebrado! \o/

02 março 2008

Amores da infância

Este blog ainda não é conhecido, não divulguei o endereço dele para ninguém. Até que tentei, mas minha internet estava lenta demais e acabei desistindo. Então, por enquanto, escrevo para mim mesma.
Não me deixa triste o fato de ninguém ter lido o que escrevi aqui. Pois acredito que, futuramente, algumas pessoas lerão minhas singelas palavras, e isso é o que me anima, porque se eu de fato não quisesse que ninguém lesse o que aqui redijo, utilizaria um diário de papel com cadeado embutido. E isso, por sinal, eu já faço, desde os 9 anos de idade, mais ou menos. Hoje em dia meu diário é um caderno grande, não tem segredo algum para abri-lo, basta virar as páginas e ler. Não conto grandes segredos, estes eu guardo na memória.
Algumas coisas mais pessoais relato por metáforas que só eu seria capaz de entender, só não sei por quanto tempo. Talvez, daqui a uns 15 anos, eu encontre esse caderno e leia as seguintes palavras: "Hoje o céu escureceu e um anjo das trevas contou-me o que eu deveria ouvir, embora não quisesse" - e não compreenda o contexto disso tudo. Hoje faz algum sentido, amanhã tudo pode ser diferente.
E por falar em como as coisas mudam, posso relatar o que ocorreu enquanto revirava minhas velharias e encontrei um diário muuuito antigo, de quando eu cursava a 5ª série. Recordei um fato muito engraçado: A cada mês que se passava eu gostava de um garoto diferente!
Escrevia o nome do menino do momento em letras garrafais. Fazia poesias para ele, planejava mil coisas, nossa, eu realmente me iludia rápido!
Daí, ao virar a página (eu ñ escrevia diariamente, então, se passavam algumas semanas até eu voltar a escrever de novo), já encontrava uma nova declaração de que o menino era um retardado, me enchia o saco, era burro, coisas do tipo. E então, pra complementar, o comparava com um outro, muuuito melhor que o anterior. "Aquele sim valia a pena!" E por aí vão minhas 'aventuras amorosas' que nunca saiam do papel.
Eu era muito tímida, quando chegava perto de algum menino interessante ficava toda envergonhada.
Lembro-me de uma vez em que era apaixonada por um guri que tinha um irmão gêmeo. Eram lindos os garotinhos - loiros, olhos verdes, cabelo grandinho e tudo mais. A única diferença entre os dois era um sinal que um deles possuía no rosto. Eu vivia sonhando com o tal menino, que não tinha o dito sinal. Eles iam lá pra minha casa, em São Paulo, para irmos juntos à escola - a mãe deles era amiga da minha mãe. Certa vez, enquanto nossas mães estavam conversando distraidamente, "meu amado" (agora não recordo como ele descobriu que eu gostava dele) quis me dar um beijo. E quando ele veio na minha direção, eu saí correndo. Então ele foi correndo atrás. Daí, com o coração acelerado, resolvi entrar no banheiro. Ele ia entrando também, mas empurrei a porta e a tranquei. Ele ainda ficou batendo nela, mas eu nem respondia, tamanho era meu estado de choque. Por sua vez, ele perguntou se eu não gostava mais dele. E, de súbito, respondi que não. E pedi para ele sair da frente da porta. Aliás, não pedi, ordenei. Minha mãe escutou a gritaria, e veio ver o que estava ocorrendo. Ele inventou uma desculpa qualquer e, pouco tempo depois, fomos à escola. A partir daí, não lembro mais o que aconteceu. Só sei que não vi mais com tanta freqüência esses gêmeos... Talvez o meu ex-amado tenha ficado com muita vergonha ou com raiva de mim, e pedira para a sua mãe não ir mais comigo. Ou o contrário... O que acho até mais provável.
Quem nunca passou por algo assim, né? Isso me marcou... E hoje estou meio nostálgica, sabe? De vez em quando fico com uma saudade dessa época. Penso que poderia ter feito diferente naquela ocasião. Não o teria beijado, óbvio, era apenas uma criança. Mas não me afastaria dos gêmeos. Eles eram legais, de verdade. Gostaria de encontrá-los novamente. Saber como estão, o que fazem da vida... Eles tinham um irmão mais novo, de cabelo e olhos castanhos. Esse é que tinha a minha idade, eu acho. Os gêmeos eram uns dois anos mais velhos que eu.
Hoje não me apaixono mais com tanta facilidade - e se pudesse, seria ainda mais difícil me apaixonar. E eu não fugiria do loirinho, caso gostasse mesmo dele ^^'. Se bem que essa situação é um tanto quanto impossível de imaginar, hoje em dia. Afinal, já basta um olhar para as pessoas estarem se beijando... ¬¬' Os homens já não se esforçam para conquistar quem quer que seja. Perdeu a graça, né? :T

01 março 2008

Primeiro Dia

Primeira postagem do blog. Eu deixo meus dedos guiarem o pensamento, ou seria o contrário? Acho que sim. Talvez.
Não pensei em criar esse blog com um assunto em mente, na verdade exclui um fotolog antigo, que há muito não recebia visitantes - nem a proprietária tinha paciência para tanta chatice -, e então me bateu uma súbita vontade de ter um espaço onde eu pudesse escrever sem que as pessoas reclamassem do tamanho dos posts. Porque nos fotologs é assim, sabem? O que importa é a imagem, se quiser, coloque uma legenda idiota "eu no shopping com os amigos" - é tão óbvio que cansa - mas não prolongue-se nos textos. Os comentários serão do tipo "Foto linda, mas não li pq tô com pressa...". As pessoas passam horas olhando as fotos das outras, mas não se dedicam alguns minutos para ler uma redação com algum conteúdo significativo. É exatamente por isso que tantas pessoas têm esses fotologs, afinal, ali basta saber postar. Com os blogs não basta saber escrever, é um pré-requisito, de fato, porém a questão é saber o quê dizer. E pensar um pouco é meio entendiante... Não é? Tantos apelos na TV, os amigos chamando pra sair... Não dá pra perder tempo com essas coisas...
MAS enfim... Chega de comentar o comportamento desses seres um tanto quanto comuns, alienados e blá blá blás.
Vocês não ficam saturados desse assunto? Às vezes eu fico... E não é pouco não...
"Digam não ao óbvio, ao senso comum e às opiniões" - Hey, Hey, Hey!
¬¬'