08 março 2008

Quebrando paradigmas

Paradigmas... Eles nos rodeiam, estão cravados em nossos conceitos e raras vezes os questionamos. Por que, afinal, questionar aquilo que aparentemente não apresenta falhas?
Uma boa resposta seria: Porque ninguém o faz.

Cultivamos o hábito de fazer o que parece ser normal. Fugir da normalidade pode ser perigoso. "O que vão pensar de mim se eu fizer isso?"
Tudo ficaria bem mais simples se não nos importássemos com o que dirão a nosso respeito, não é verdade? Mas aí é outra história, para uma outra postagem...

O assunto aqui são os paradigmas. Gosto de falar deles, mas principalmente de quebrá-los. Até mesmo aqueles que parecem mais absurdos de romper, esses são os que mais me atraem.
Hoje posso afirmar com plena certeza: quebrei um paradigma! E estou muito satisfeita com isso.

Estava chovendo. Acordei por volta das 10 horas (privilégio que me concedo apenas nos finais de semana). Tomei um café da manhã normal. Minha irmã (Swu) e meu cunhado (Yuri) estavam na mesa, me fazendo companhia. Então ele me chamou para ir à casa do mestre de Kung Fu dele, que fica num bairro distante da minha casa. Falou que queria conversar comigo, e seria bom se fôssemos caminhando na chuva. Logo de cara hesitei. Acabei de acordar... Estou com sono ainda... Está chovendo... Ir de guarda-chuva também não é legal... Mas tem que ser logo agora? Por que eu?

Ele iria buscar uma encomenda na casa do dito Mestre, e tinha que ser pela manhã mesmo. Queria muito ir comigo. Usou alguns argumentos, e um deles me fez aceitar a idéia: Por que tenho que fazer tudo que quero na hora que quero?

Decidi ir, e fui sem guarda-chuva!

Caminhamos bastante. Durante o percurso, ele perguntou se eu queria passar por um bairro considerado perigoso, mas que nos ajudaria a cortar caminho e chegar mais rápido. Eu disse que preferiria andar mais e evitar o perigo...

Depois de um certo tempo, ele me fez a mesma pergunta. E eu dei-lhe a mesma resposta.

Então, a surpresa: Tínhamos acabado de sair do bairro considerado o inferno da região! Realmente eu senti um clima pesado lá, muita sujeira, ruas estreitas... Mas confesso que não foi o fim do mundo. A verdade é que as pessoas gostam de dramatizar tudo. Ali vi pessoas simples, comuns, mas alguns tipos bem melhores que os encontrados nos bairros mais chiques da cidade.

Após pegar a encomenda, o Yuri me desafiou - sabendo que sou uma pessoa extremamente desorientada: eu teria que guiar a volta para casa! Confessso que não havia prestado atenção ao caminho... E, desafio aceito, acabei voltando por um caminho completamente diferente do que fora feito.
Foi uma experiência incrível, me senti bem melhor quando voltei à minha casinha. Um novo paradigma quebrado! \o/

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