30 agosto 2008

Breve: mudanças no fenótipo


Certo, são 8 da manhã, ainda não dormi... o.Ô Mas não estou arrependida. Afinal, hoje é sábado... E passei a noite aqui no pc tirando muitas dúvidas sobre um assunto que já estava me deixando looouca!!


Colorir o cabelo!

Ah, mas não uma cor qualquer, claro. Eu pretendo um azul ou roxo, em último caso vou pro vermelho super forte, mas é comum demais, então o azul ainda está na primeira opção.

Só pra esclarecer, eu já pinto meu cabelo de preto azulado há uns 4 anos, com tintas de farmácia mesmo, como Wellaton, L'oreal etc. A cor natural do meu cabelo é castanho claro.
Tipo, eu adoro quando pinto o cabelo e ele fica com aquele brilho azulado, quando estou exposta ao sol ou a lâmpadas quentes. Mas depois o brilho sai e fica só o preto básico.
É, eu gosto do meu cabelo preto, todo mundo diz que combina comigo. Mas a verdade é que estou cansada de me olhar no espelho e ver sempre a mesma coisa. Até no corte de cabelo eu não sou muito ousada, geralmente meu cabelo está na altura da cintura, repicado na frente, atrás no formato de um 'V'.
No início do ano eu inventei de fazer uma franja. Meu cabelo é liso e combinou, só que todo mundo resolveu ter a mesma idéia ao mesmo tempo (e a Globo não tem nada a ver com isso... Né... ¬¬'), e logo a franjinha cresceu e eu deixei, não cortei mais.

Hoje meu cabelo está cheio de pontas duplas, e a raiz castanha já está aparecendo 2cm. Eu decidi que não quero mais voltar ao preto! Não não, vamos inovar Mara!! \o/

Por ironia do destino, no curso de inglês eu vi uma menina com o cabelo roxo, e fiquei super empolgada para falar com ela. Na semana seguinte, tive a sorte de entrar no mesmo ônibus que a dita cuja, e não perdi a chance de questioná-la sobre o processo de coloração.
Ela foi incrivelmente gentil comigo, me explicando que se utilizou de um método super barato, que até então eu desconhecia: Anilina.

Rapidamente ela me explicou que aqui em Fortaleza ela encontrou a anilina roxa numa loja chamada 'Mormaço', situada no centro da cidade (não tenho a menor idéia de onde fica, mas eu descubro :P). Para aplicar, primeiro é necessário descolorir, e esse processo ela prefere fazer no salão. (Essa parte achei muito ruim, mas já era de se esperar... O problema é que meu cabelo é muito fino, e já se quebra com muita facilidade, então o fato de descolorir vai deixá-lo ainda mais fraco.) Depois de descolorir o cabelo até que ele fique praticamente branco, ela vai para casa (detalhe: ela usa um chapéu para ninguém vê-la com o cabelo loiro claríssimo saindo do salão) e, sozinha, inicia o procedimento.
Disse-me que já usou o azul, e agora está no roxo e, diga-se de passagem, está um sucesso o cabelo dela.
Assim que cheguei em casa, vim direto para o computador fazer pesquisas. Existem muitas comunidades no orkut falando sobre esse método barato e eficaz, fiquei chocada como eu ainda não conhecia... Estou realmente interessada nisso, e vou também dar uma cortadinha no hair, porque eu já não corto desde fevereiro, eu acho.... o.O Está cheeeio de pontas duplas², pense aí! o/
Em breve, uma nova Mara! Uhu.


BlogBlogs.Com.Br

24 agosto 2008

Aquele não era um dia comum...


Era pra ser mais um dia, como todos os anteriores.
Era pra ele voltar pra casa, como de costume, assim que a aula acabasse.
Mas ele sentiu que aquele dia poderia ser diferente, ao vê-la no corredor, sorrindo, acenando, e pedindo para ele esperar.
Por um momento hesitou, olhou para trás, poderia ser para outra pessoa aquele aceno. Mas não era. Puxa vida, não era!
Ela correu na direção dele e tocou em seu ombro ao chegar, ainda um pouco ofegante.
'Quero falar com você ainda hoje, por favor, me espere no refeitório assim que a aula terminar, pode ser?'

A aula parecia infinita, como nunca fora. O relógio se arrastava, e ele não conseguia se conter. Mal o professor disse que continuaria na próxima semana, ele já tinha guardado o material e se colocava de pé. Todos o olhavam curiosos, ele sempre era o último a sair, calmo, muitas vezes conversava com o professor após o término das aulas. Naquele dia a conversa seria com outra pessoa, bem mais interessante.

Andou apressado para o refeitório. Não a viu lá. Melhor assim, não fazê-la esperar.
Escolheu a mesa perto da parede, discreta. Viu que ainda faltavam cinco minutos para a aula terminar oficialmente, então ela não estava atrasada.
Lembrou-se que não havia passado no banheiro, não tinha conferido o cabelo, talvez fosse melhor ir logo.
Mal pensou em levantar, ele a viu caminhando na direção do refeitório, olhando atenta para todos os lados. Ele acenou, ela sorriu.
Sentou na cadeira, deu uma leve tossida, ajeitou uma mexa que caia aos olhos - aquilo lhe deixava ainda mais charmosa. Olhou-o nos olhos, estava incerta.
Ele, ansioso. O quê ela teria a dizer?
A angústia da espera o estava machucando como marteladas no dedo.

Fale, pelo amor de Deus, fale alguma coisa.
Eu preciso ouvir sua voz.

'Eu marquei esse encontro por impulso, me desculpe. Não sei o que me deu, me desculpe, de verdade. Preciso ir agora, não sei o que estou fazendo aqui... Eu..."

Ele a interrompeu. Tocou na mão dela e a apertou. Imediatamente ela se calou, ansiosa por algumas palavras que a salvassem, que dessem sentido àquela vida tão mecânica.

"Escute... Não precisa dizer nada. Eu sei. Você tem suas incertezas, eu compreendo. Mas hoje as esqueça. Quero te mostrar uma coisa, venha comigo."

Os dois se levantaram, e seguiram em direção à saída do prédio. As mãos dos dois se encostavam, mas nenhum tinha coragem de segurar.
Ela estava intrigada, onde ele a estava levando?
Ele apenas caminhava, sem saber direito o que queria mostrar-lhe. Parecia tão surreal, tão instintivo. Não havia planejado, apenas caminhava.

Chegou a uma praça repleta de árvores, e avistou um banco. Finalmente pegou a mãe dela, e a levou para lá. Mão quente, macia.

Sentaram-se. Olharam-se por alguns segundos decisivos, e então ele puxou a cabeça dela e a beijou. A princípio, desajeitado. Mas os lábios se entenderam facilmente. Uma entrega mútua houve ali. Ela não hesitou um só segundo. Era aquilo que queria.

De repente, vozes se fizeram ouvir. Os dois separaram-se por impulso, desconcertados. Alunos de todos os cantos chegavam à praça. Pessoas conhecidas foram percebidas ao longe. Ela levantou-se de uma vez. 'Obrigada' - sorriso sutil. Saiu caminhando de cabeça baixa, sem olhar para trás uma vez sequer. Ele continuou sentando, confuso. O cenho franzido.

"Eu deveria correr atrás dela?"

Levantou-se e a procurou com o olhar, percebeu que ela já estava longe, corria como uma garotinha assustada.

"Essa eu não entendi..."





(Continua quando me der na telha.)