19 junho 2009

Estratégias de Guerra

Dia 18 de junho fui ao Hospital César Cals, relembrei vários momentos que vivi ali. Eu não queria ter que passar por algo semelhante, mas não tenho escolha, só resta encarar os fatos, aceitar e continuar lutando, firme. Se eu desmoronar, toda a estrutura da minha família vai junto.

Um dos médicos que participou da minha cirurgia, Dr. Jerônimo, se tornou um bom amigo. Ele estava avisado que iríamos lá. Ao me encontrar, ele deu um abraço tão forte e verdadeiro que eu precisei segurar as gotinhas salgadas que estavam beirando meus olhos.
Ele também leu e analisou a tomografia. Falou que aquilo era tão raro, mas tão raro, que seria possível contar nos dedos de uma só mão quantas mulheres que aparecem no ICC têm este tipo de câncer que eu tenho.

Curioso como ele só - e se aproveitando do contexto em que ele se encontra, trabalhando na área de imagem, especialmente ultrassonografia -, pediu que eu me deitasse na maca para fazer um ultrassom.

Foi interessante porque ao passo em que ele ia detectando os tumores, eu ia vendo também. Ele disse que o primeiro tumor a ser retirado será o do umbigo, depois os da região anexial direita e esquerda. Eu perguntei como era possível ter acontecido isso, e ele falou que também não entendia, já que minha primeira cirurgia foi justamente a remoção total (a olho nu) das células cancerosas e a quimio foi muito pesada.

As especulações são: ou o tumor resistiu durante todo o tratamento quimioterápico ou eu precisava ter feito mais sessões para acabar de vez com os restos dele (e, nesse caso, o que sobrou foi crescendo no período em que fiquei sem fazer Qt). De todo modo, é quase inacreditável. Confesso a vocês que a ficha ainda tá caindo... :\
Tudo indica que o próximo tratamento vai ser ainda mais pesado que o anterior. Como dizem popularmente: a quimio vermelha.

Após sair do César Cals, fui ao dentista fazer a remoção do aparelho.
Meu médico aconselhou essa atitude porque na outra vez eu sentia muito o gosto de ferro, e sempre que eu vomitava era um suplício para conseguir acalmar meu paladar (afinal, o aparelho ortodôntico retém bastante os restos alimentares, e mesmo para fazer a higiene bucal era super trabalhoso. Quem tem aparelho sabe bem, é super cansativo fazer a limpeza com fio dental após as refeições, imagine estando sob efeito da quimio...).

Me senti super esquisita sem o aparelho, mas é libertador.
Só quando eu terminar tudo é que irei retomar.

Já que vou ter de passar por tudo outra vez (ou ainda pior), o ideal é tentar evitar os possíveis incômodos.

Minha vida volta-se, mais uma vez, para se dedicar única e exclusivamente à minha saúde.

Nada é mais importante que estar saudável e de bem com a vida. Não que eu duvidasse disso, mas agora posso afirmar de corpo e alma.


4 comentários:

Elson disse...

Oi linda agora que vi essa postagem acredita?
A linda estou triste por dois motivos pelo que está passando, e pelo fato que acabe doente de novo, depois da prova meu resfriado piorou com uma tosse seca para variar, e não vou poder te ver...

:(

Mas estarei torcendo por ti!
Te adoro!

Anônimo disse...

te amooooooooooooooo
juro q estamos todos aki torcendo mto mto por vc, ja estou pensando até em dar um jeito de ir no final das minhas ferias te ver ai, dependendo de como estiver tudo, vou continuar orando por vc !!!!!!!!!

Anônimo disse...

ah é a vanessa sua prima viu..rs..eskeci de colocar o nome ai em cima..rssss

Pedro disse...

Estamos nessa mais uma vez, né, Mara?! ^^
Fazer o quê? =/

No fim, vou ver mtos sorrisos teus! xD