30 dezembro 2010

Os Primeiros Passos do Caminho



Olá, meus estimados amigos e leitores!

Hoje é o penúltimo dia de 2010 e é bastante comum as pessoas ficarem ansiosas com a chegada de um novo ano. Mas de nada adianta fazer promessas para serem quebradas. Até quando a humanidade vai continuar deixando para depois o que deve ser feito agora? 

No meu caso, eu adiei indefinidamente o momento de mudar. Existem palavras muito sábias que dizem que as pessoas mudam pelo Amor ou pela Dor, e comigo está bem claro que foi pela Dor.

Precisei sofrer por mais de um ano as dores da matéria (cirurgias, injeções) e do espírito (angústia, desespero, depressão) para entender o que estava  acontecendo...

Retomando minha história:

Eu já vinha tendo um contato com a Dirce através de e-mails. Ela sempre me mandava mensagens belíssimas, era um apoio muito especial naquela conturbada fase. Mas foi especificamente no início do mês de abril que ela me ligou e disse que agora tinha condições de me ajudar. Sim, ela também precisou passar por uma reforma íntima, e só quando atingiu maior elevação pôde estender a mão para me socorrer. 

Aqui cabe uma explicação: imagine que o ser humano é como uma bateria. Essa bateria pode emanar e absorver energias e, quando a carga existente não é forte o bastante, tem pouca utilidade. Então, a Dirce precisou aprender essa dinâmica. Precisou se recarregar positivamente para poder prestar auxílio. 

O primeiro passo foi uma espécie de entrevista, pelo MSN, no qual perguntas muito bem dirigidas foram realizadas. Algumas perguntas me soaram íntimas demais, mas eu sabia que era inútil ocultar as verdades. A Espiritualidade sabe até aquilo que escondemos de nós mesmos.

A partir desse dia, marquei de conversar com ela diariamente, no mesmo horário. Contava se tinha tido algum sonho estranho, pesadelos, enfim, ia relatando fatos importantes da minha rotina. 

Paralelo a isso, fui lendo o material que ela me enviava. Quando surgiam dúvidas, eu perguntava e sempre recebia respostas satisfatórias. Foi incrível, toda a carga de tristeza que me envolvia, como num passe de mágica, desapareceu. Me sentia leve e, conforme ia lendo e aprendendo, passei a enxergar minha doença sob outra ótica.

Porém, dentro de um mês, toda a calmaria se modificou. Primeiro porque eu abri brechas, com meu implacável medo de ter que voltar a fazer quimioterapia e depois porque isso é algo que geralmente acontece. É o momento mais difícil na vida daquele que tomou a decisão de mudar: se manter no caminho.

Em minha casa enfrentei sérias dificuldades, pois para meus familiares não era perfeitamente compreensível o que ocorria comigo. Mas quando os resultados começaram a aparecer, através dos exames tomográficos, eles tiveram de dar o braço a torcer. Realmente estava sendo feito um milagre em mim!

Um fato interessante é que a Dirce havia falado que no mês de junho eu iria à Santa Catarina, para passar aproximadamente 30 dias e intensificar o tratamento. Mas chegou junho, passou julho e agosto e nada dessa viagem acontecer!

Em meados de agosto eu já não me sentia ansiosa com a ideia da viagem, pois eu já havia entendido que deveria aprender a ter paciência. A duras penas fui enxergando que de nada adiantaria ter ido naquele mês, quando eu não tinha  quase nenhum preparo para encarar toda a avalanche de informações que estavam por vir.

Em setembro, porém, comecei a sentir algo diferente. Uma sensação muito forte de que a viagem estava perto de acontecer. Comentei com a Dirce e a Espiritualidade confirmou: havia chegado o momento.

No dia 10/09 eu desembarquei na capital catarinense. Trazia na mala muita alegria e a esperança de ser curada. Fui acolhida como uma verdadeira filha, e rapidamente começaram os trabalhos comigo.

Confesso que não foi nada fácil. Talvez vocês pensem que eu só me mantive firme porque não tive escolha, afinal, eu estava doente. Mas eu lhes mostrarei que as razões são bem mais complexas. Não nego que o fato de eu estar me curando pesou bastante, sem dúvida. Entretanto, existe algo muito mais sublime nisso tudo: minha transformação. Em outras palavras: mesmo curada, eu ainda iria optar por este caminho, estreito e cheio de pedras. 

Por que? A Paz e o Amor que sinto são diferentes de quaisquer outras sensações que eu já tenha experimentado nessa e em outras vidas. 

Na próxima postagem vou relatar as dificuldades que enfrentei nessa viagem e porque eu quase desisti de tudo. 

Desejo a todos vocês uma excelente passagem para 2011, com muita alegria, luz e amor. 

2 comentários:

Elson disse...

Hum ansioso pela continuação!

Mônica disse...

Má,
Um excelente 2011 pra vc. Que esse ano as coisas melhorem em 100% e que cada dia uma conquista nova aconteça. Epero ler coisas lindas e alegres aqui. Desejo que vc só tenha coisas pra contar e que se fortaleça cada dia mais essa sua determinação. Você merece ser feliz e td isso de bom que está acontecendo com vc é fruto de todas as coisas boas q vc já fez. Vc é uma ótima pessoa. Feliz por vc.
Te amo,
Feliz 2011!!!!!

Beijos