25 fevereiro 2011

Eu pensei que podia viver por mim mesma


Eu pensei que podia viver por mim mesmo
Eu pensei que as coisas do mundo
Não iriam me derrubar
O orgulho tomou conta do meu ser
E o pecado devastou o meu viver

Fui embora, disse: Ó Pai, dá-me o que é meu!
Dá-me a parte que me cabe da herança
Fui pro mundo
Gastei tudo
Me restou só o pecado
Hoje eu sei que nada é meu
Tudo é do Pai

(refrão)
Tudo é do Pai
Toda honra e toda glória
É dEle a vitória
Alcançada em minha vida
Tudo é do pai
Se sou fraco e pecador
Bem mais forte é o meu Senhor
Que me cura por amor

01 fevereiro 2011

Mudanças Reais


Tenho feito seguidas postagens sobre as mudanças pelas quais precisei passar até conseguir, de fato, ficar curada. Cheguei a comentar por aqui que a frase que eu mais ouvi ano passado foi: "A Cura está em você!" Até que essas palavras deixassem de ser apenas uma expressão de impacto e se tornassem um objetivo de vida, foram muitas quedas e brigas internas. 

Talvez meus leitores estejam achando o blog um tanto repetitivo, pois as postagens mudam, mas o conteúdo está sempre em torno do mesmo tema. Em relação a isso, tenho algumas considerações a fazer.

Poucos dias atrás, fiz uma profunda análise das reais mudanças que aconteceram em mim. Vi fotos e reli escritos antigos. Inclusive aqui no blog existem muitos textos e crônicas que utilizei para fazer essa análise. Com tudo isso, constatei  que meu jeito de escrever, minhas perspectivas de futuro, meu modo de vestir e a importância que eu dava a determinadas banalidades mudaram bastante. Foi um exercício bem proveitoso.

Quando falo das minhas mudanças parece que é algo muito subjetivo. Resolvi colocar essa foto abaixo porque muitos que me leem atualmente não chegaram a conhecer meu antigo modo de vestir. Claro que mudar o estilo não parece ser grande coisa, os adolescentes estão sempre fazendo isso. Mas o fato é que as transformações reais, que ocorrem de dentro pra fora, quase sempre são visíveis no exterior. É claro que estou falando de mudanças radicais - como no meu caso.
Já não me reconheço mais nessa imagem.
Minha vida não tinha nada de extraordinário, até que eu adoeci e, como nunca antes na história desse blog, comecei a receber numerosos comentários e mensagens de pessoas preocupadas com aquela garota que estava com câncer.

Esse blog sempre teve a proposta de ser meu reflexo. Quando eu estava triste, era sobre minha tristeza que eu escrevia. Durante muitos meses ele foi o espelho da minha dor, postagens realmente maçantes, com descrições minuciosas das cirurgias e quimioterapias. Hoje em dia eu não tenho a menor vontade de reler aquelas postagens, pois elas são tão detalhadas que é difícil eu não me envolver numa atmosfera que exala o odor inconfundível da doença. E isso é passado. Posso encher meu coração de alegria e repetir isso incontáveis vezes: é passado. Estou curada!

Então, pensei que compartilhando meu milagre seria possível tocar o coração das pessoas e fazê-las enxergar a Grande Força que existe em cada um de nós.

O efeito foi o seguinte:
  1. Alguns entraram em contato e disseram que também gostariam de ter uma vida melhor;
  2. Outros acharam minhas palavras muito bonitas, mas não quiseram saber de aplicá-las em suas respectivas vidas;
  3. Uns deixaram comentários sobre qualquer coisa, mas nada sobre o que eu escrevia;
  4. Ainda houve aqueles que preferiram não comentar, pois de fato eu toquei em suas feridas.
O que quero dizer com esses dados está muito claro. Acabou a novela da menina com câncer, que precisava de consolo e tapinha nas costas, e agora esse espaço está perdendo a graça, pois está sério demais. 

Dia desses perguntei sobre a Transição Planetária, pois tenho aprendido muito sobre esse e outros assuntos e quero dividir com vocês o meu aprendizado. E, além disso, quero alertar a todos, esse espaço tem que ser útil, um canal onde apenas Verdades sejam ditas. Mesmo que elas sejam duras.

Um dia a Espiritualidade me disse: "use esse espaço para contar sobre seu milagre", e eu imaginava que seriam umas duas, três postagens e pronto. Que nada! Quando comecei a escrever, fui lembrando de mais coisas e me dei conta de que ainda há muito a ser compartilhado, e pelo jeito esse assunto não vai se esgotar tão facilmente.

Sempre quando escrevo me sinto em contato com Algo Superior, minhas mãos são guiadas de tal forma que sempre sei quando estou tomando o rumo certo ou quando vai ser necessário apagar alguns parágrafos e refazê-los. Eu releio e vejo se consegui atingir meu objetivo com as palavras escolhidas, os exemplos utilizados e mesmo a imagem que seleciono para ilustrar o texto.  

Eu sei que sou perfeccionista, mas não é um capricho, uma exigência irracional. As coisas das quais estou falando são realmente sérias. Elas não servem apenas para mim ou para quem está doente, precisando urgentemente de ajuda. Elas são destinadas a todos. A forma como cada um as recebe é algo que não está sob minha responsabilidade.

Eu semeio, mas onde as sementes irão cair é outra história. Em todo caso, faço minhas as palavras do querido escritor Pietro Ubaldi: "A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória."

Muita Paz e Luz, meus amigos! Até a próxima!