28 novembro 2011

Quatro dias


"O que pode acontecer em quatro dias?" 

Essa pergunta permeou meu pensamento durante muito tempo, mas eu não tinha a resposta. Não bastava pedir aos Céus algum sinal, não adiantava ler nas entrelinhas, nem mesmo ouvir vozes foi o bastante. Certas respostas só são encontradas quando paramos de ter medo e mergulhamos no desconhecido.
Trilhos do Trenzinho do Corcovado

Por algum motivo muito especial, eu tive a oportunidade de mergulhar nesse oceano de mistérios que me sorria, fazendo um convite irrecusável. 

Aceitei. 

Fui cheia de ressalvas, cheia de temores, mas ali estava eu, naquele território estranho que me recebeu tão bem, preparando o céu para não me ferir com sua claridade devastadora. Eu queria algo novo, e foi o que me ofereceram. Dias nublados, frios e cinzentos só são chatos para quem não sabe apreciá-los.

Agora eu já estava envolvida com aquela atmosfera, aquela perspectiva de vivências únicas, surpreendentes, que ficarão para sempre em minha memória - e em minhas fotografias também.

Não precisei de mais do que alguns instantes para entender que eu não estava ali para viver um Amor, mas para viver um reencontro de Almas Afins, que se querem muito bem. Eu nunca soube ser uma anfitriã impecável, talvez porque nunca tivesse visto algo assim. Mas agora aprendi, e não poderei jamais me contentar com menos do que sei que alguém é capaz de fazer para levar até o limite o que a palavra gentileza pode conter.

Parque das Ruínas
Aliás, gentileza é pouco. Eu tive acesso ao que de melhor o ser humano pode oferecer e nunca vou poder usar as palavras certas para demonstrar o quanto sou grata por tudo, já que as palavras são limitadas nesse sentido. 

Em quatro dias eu simplesmente esqueci tudo que pudesse ser um empecilho para aquela experiência e vivi uma outra vida. Foi mágico.
Quando pensamos que nossas existências já estão cheias de histórias, que nada mais pode acontecer, vejam só...

Nunca subestimem a Vida!