09 agosto 2012

Marcando encontros

Fico tão satisfeita comigo quando faço algo que me propus a fazer. Parece uma coisa simples, mas para alguém que tem que lutar contra a indisciplina diariamente, é uma verdadeira batalha interna.

Um encontro com as amigas, uma ligação, um e-mail, uma postagem, uma tarefa a realizar. Eu vivia fugindo dos compromissos durante o horário da manhã, porque gosto mesmo é de acordar tarde. Vivia me esquivando de fazer qualquer coisa num endereço muito distante e já perdi a conta de quantas vezes deixei de me empenhar na hora de combinar uma reunião com os amigos. Deixava tudo para depois, porque "costumo trabalhar bem sob pressão". Quantas desculpas me privaram de viver situações interessantes. E geralmente foi a preguiça quem comandou minhas decisões. A velha lei do menor esforço, sabem como é.

Mas como eu ia dizendo, é tão bom quando consigo vencer isso. É uma sensação de vitória, pelo menos naquele instante. Porque depois virão outras lutas, e elas nunca estão ganhas. 

No final de junho eu retomei o contato com umas amigas muito queridas, marcamos de almoçar no shopping, papeamos por horas. Foi o máximo! Eu não as via há um bom número de meses... E tudo porque me acomodei, e elas também. Deixamos para depois, deixamos para outra hora. Adiamos indefinidamente e eu sei que nunca iria acontecer, se uma de nós não assumisse o controle e agendasse uma data e um horário. Rapidinho a coisa funcionou, foi até mais fácil do que eu poderia sonhar. Tão simples!

Nesse mesmo dia, eu compareci a um encontro super legal com uma blogueira adorável, a Manu, do Ambiente Vistoriado. Ela é cearense, mas mora nos Estados Unidos há mais de 4 anos. Veio visitar a família e promoveu um encontro com os leitores de seu blog. Foi bem agradável, e mesmo um pouco cansada, eu fui. Fiquei feliz por conhecer a Manu, por visitar a Casa de Moá (o local da reuniãozinha, que é lindo e merece uma visita!) e também por ter quebrado o paradigma da guria que prefere ficar entocada. Olhem só as fotos do nosso encontro:


Foi um dia muito, muito especial. A Manu é um amor e as outras meninas que compareceram também. Por todos os motivos citados e pela experiência que não teve preço, fica então o conselho: não adie mais

Vá, faça, ao menos tente e realize.

26 julho 2012

A Chama

Já que nada na vida se cria, tudo se copia*... Aqui vou eu com alguns screenshots do filme A Estrada, visto no último sábado. São da sequência de um diálogo muito bonito entre o personagem do Viggo Mortensen e seu filho fofo. Nada do que contei sobre o filme, na postagem anterior, se enquadra como spoiler, então, quem ainda não viu, pode ler que vai ficar ainda com mais vontade de assistir.





*Ideia copiada do excelente blog da minha hermana, Swu (também conhecida como Mayara xD). Confiram aqui: desabitado.blogspot.com.br/

24 julho 2012

The Road

Sábado passado eu vi um filme que há tempos tinha vontade de assistir: A Estrada (The Road, 2009).

Com Viggo Mortensen, o eterno Aragorn de Senhor dos Aneis, o longa retrata a estória de um pai e seu filho, num cenário pós-apocalíptico, lutando pela sobrevivência. O foco não é como o planeta se tornou cinzento e cheio de fuligem, mas sim como os poucos habitantes restantes fazem para continuarem vivos.

A alimentação é o objetivo primordial do cotidiano de todos. Como não há mais o cultivo da agricultura e os animais não conseguiram sobreviver ao caos, alguns recorrem ao canibalismo, o que acaba por afastar ainda mais os grupos de sobreviventes. Ninguém é confiável.

Após alguns sustos, momentos de tensão e cenas comoventes, o filme termina num momento inesperado, confesso que eu ainda queria ver mais. 

Essa trama me fez refletir sobre todo o desperdício de recursos que fazemos diariamente. Me fez também perceber que somos muito sortudos, pois moramos num país riquíssimo, que possui o maior reservatório de água potável do planeta. Por quê não cuidamos melhor de tudo que temos? Por quê tantas pessoas continuam desrespeitando o meio ambiente, jogando lixo nas ruas, poluindo rios? 

É tão perturbador desligar a TV, após um filme impactante como A Estrada, e notar que é para esse cenário que estamos caminhando, ao continuarmos com essa postura egoísta e destrutiva. 

No filme, o personagem de Viggo - que não tem nome, é apenas chamado de pai - se empenha totalmente em educar seu filho com valores de respeito, coragem e bravura, mesmo num mundo devastado, sem escolas, casas ou qualquer coisa que se possa chamar de abrigo. Eles são nômades e caminham sempre para o Sul, em busca de calor, pois o frio de seu país está se tornando cada vez mais insuportável. 

Tudo em volta é hostil, sujo, perigoso. Num momento de desespero, e isso é dito no início do filme, a solução indicada é o suicídio. Só há duas balas no revólver que eles carregam e um mínimo erro pode trazer consequências nefastas. Então, imaginem só, é matar ou morrer. E se for para morrer, que seja rápido, sem sofrimentos, com apenas um tiro.

Doloroso pensar num destino assim, sem esperança. Mas sempre se pode mudar o presente para ter um futuro mais bonito. O que pudermos fazer para melhorar o mundo, façamos logo, façamos hoje. Novos sinais estão por vir, para nos alertar, e até o cinema colabora com esse aviso geral, então, prestemos atenção: ainda há tempo!


18 junho 2012

Confesso


Como muitos devem saber, acredito na Vida após a Morte. Passei por diversas experiências que apenas confirmaram minha intuição de que esta existência é apenas uma passagem. Acredito que somos espíritos eternos e que estamos aqui para colher os frutos que plantamos, nesta encarnação e nas anteriores. 

Gosto muitíssimo de uma citação de Pietro Ubaldi que diz que "a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória"*, e procuro praticar o bem em todas as ocasiões. Quando decidi que precisava mudar meu jeito de ser, cheguei a pensar que só com essa atitude eu já tinha conseguido dar um salto incrível em minha caminhada espiritual. Foi então que passei a agir como uma moralista, amontoando decepções e recolhendo frustrações por onde eu andava. Eu não entendia por que as pessoas não queriam mudar também, mesmo estando repletas de vícios.

Parecia que o mundo inteiro estava cego e só eu conseguia enxergar o absurdo em que todos viviam submersos. Eu era uma sofredora, porque não bastava lutar contra meus próprios erros, eu tinha que lidar com os erros de todos os demais. Eu jurava que era uma missionária semeando a luz, mas todos me enxergavam como uma chata. 

Sim, eu era muito chata, hoje sou capaz de reconhecer. Eu não perdia uma oportunidade para argumentar, para convencer a todos de que era necessário se reformar. Porém, num certo dia, eu tropecei, caí num poço de lama, e percebi que não tinha aprendido nada. 

Cair é um verbo a que todos estão vulneráveis. A queda não foi o problema, mas sim o que pude visualizar enquanto afundava. Enxerguei meu ego do tamanho de um trem, e me envergonhei por ter sido tão imatura. Ninguém pode mudar tão rápido, abandonar do dia para a noite todos os seus velhos hábitos - como se eles nunca tivessem existido ou como se eles não fossem tão persistentes e traiçoeiros que podem se ausentar por meses, mas então reaparecem, firmes como outrora. E ninguém tem essa capacidade de mudar o outro, ainda que esse outro aceite mudar, porque a mudança é algo que vem de dentro pra fora, não o contrário. Pior é que eu queria transformar o comportamento daqueles que sequer percebiam que era preciso mudar alguma coisa em si mesmos. Com minha insistência e arrogância, a única coisa que obtia era o efeito reverso de tudo que eu almejava. 

Eu aprendi tanto nessa minha queda, que até poderia escrever um livro (quem sabe um dia). Mas o primordial é que eu continuo aprendendo. Nada está terminado e ainda falta TANTO para eu sentir que já posso desencarnar em paz! Depois da tempestade, ficou a sensação de que aquela desordem me foi muito útil e eu ainda tenho feito bom proveito dela. Como agora, em que estou relembrando e revivendo cada pensamento com a certeza de que mal dei os primeiros passos para uma verdadeira evolução. 

Não é nada fácil ter disciplina, paciência, humildade, benevolência... Mas nossa vontade é soberana e se realmente queremos ser melhores, ainda que com dificuldades notáveis, iremos conseguir. É um passo de cada vez, progressivamente. Não devemos propor que alguém faça essa escolha, cada um tem seu tempo.

Para finalizar, deixo mais algumas palavras de Ubaldi*, que muito me inspiram:

Quem faz o bem o faz a si mesmo e quem faz o mal a si mesmo o faz. Comecemos tendo a boa vontade de fazê-lo. Não procuremos justificar nossa preguiça, dizendo que essa subida é muito difícil; nem escapar às nossas responsabilidades, jogando a culpa sobre os outros. Principiemos cultivando nossas virtudes, e não exigindo-as do próximo. Procuremos amá-lo, ao invés de importuná-lo, salientando-lhe os defeitos. E não lhe peçamos que faça os sacrifícios e esforços que achamos demais árduos para nós.



*Trechos extraídos do livro A Lei de Deus - Pietro Ubaldi. Este livro pode ser obtido gratuitamente através deste link (clique para baixar o arquivo em pdf).

16 junho 2012

Da série dos não ditos


Dia desses eu estava andando num coletivo e havia uma mulher de longos cabelos pretos sentada ao meu lado. Ela olhava fixamente pela janela, absorta em seu mundo particular. Eu ouvia alguma música em meu tocador de mp3 e também estava envolvida com meu próprio universo. Até então, nenhuma novidade.

De repente, os fios negros da senhorita começaram a fazer cócegas em meu braço. Eles dançavam sobre minha pele, causando uma sensação de coceira. Quem já passou por isso vai lembrar como é, e não é nada agradável.

Eu tentei me acomodar de um jeito diferente, de modo a não mais sentir aqueles fios enormes sapateando insistentemente sobre meu braço, mas não deu. Os fios sempre me alcançavam!

Comecei a formular a frase ideal, a maneira mais educada para lhe informar da situação:

- Moça, desculpe incomodar, mas é que seu cabelo está batendo em meu braço e.... 

Não, não está bom.

- Moça, por favor, a senhora poderia prender seu cabelo? O vento está fazendo com que os fios me chicoteiem e... 

Nada a ver!

- Err... Querida, seu cabelo é enorme, hein? Eu também já tive o cabelo grande, mas quando eu andava de ônibus, sempre o prendia, porque é muito deselegante submeter as pessoas que se sentam ao nosso lado a esse tipo de coisa e... 

Fala sério, eu não sei o que dizer a essa criatura! 

Inconformada com minha incapacidade de expressão, observei que chegara à minha parada. 
Peraí, motorista, vou descer!

Desci feliz da vida. Ainda bem que me mantive calada, afinal, quando não sabemos o que falar, o melhor mesmo é nada dizer. E embora o incômodo tenha sido real, pelo menos ele me deu uma ideia de postagem. ;)

Por favor, pessoas com cabelão, respeitem os braços alheios!


17 maio 2012

Dad is back!


Meus queridos, embora a maioria de vocês já saiba, eu estava devendo uma postagem de agradecimento por todas as orações e energias positivas que chegaram ao meu pai. No dia 12 de maio, véspera do dia das Mães, ele recebeu alta! 

Ao todo, ele ficou 52 dias internado e perdeu 17 quilos. A recuperação em casa já mostra resultados, pois agora ele até consegue ficar em pé e caminhar. Não com muita desenvoltura, claro, e também não por muito tempo, por isso que sempre ficamos atentos caso ele demonstre fraqueza, mas no hospital ele nunca tinha conseguido dar 1 passo sem nosso auxílio. Além disso, ele já não aguentava mais a comida sem sal que ofereciam, o que culminou na absurda perda de peso. 

Ele está numa alegria sem medida, pois pode ver o céu, dormir sem ser acordado a cada 15 minutos pelos enfermeiros, escolher qual será a próxima refeição e não ter mais os braços perfurados pelas inevitáveis injeções.

Por outro lado, sabemos que o desafio está apenas mudando de endereço, afinal, ainda há muito chão pela frente. Nossa rotina mudou, nossos hábitos também. E a ideia é que tudo continue mudando, sempre para melhor. O motivo disso tudo ter acontecido está muito nítido para mim: nada pode voltar a ser como era. É preciso fazer valer a pena essa nova chance de vida

Obrigada mais uma vez a todos que colaboraram, ainda que apenas por um instante, ainda que com um simples pensamento. Nada se perdeu.

Grande abraço e até a próxima!


19 abril 2012

Meu querido pai


Essa foto é para aqueles que ainda não conhecem meu pai, para que em suas orações possam ver sua face. Essa foto é também para aqueles que o conhecem, e o recordam com seus trejeitos bem humorados, sempre achando graça da Vida e fazendo todos sorrirem. 

A foto acima foi tirada em 2008, estávamos em São José do Belmonte/PE, terra natal de meu pai.
É comum as pessoas nos acharem parecidos, temos a estrutura facial muito semelhante e as extremidades também (meu pé é a cópia fiel do pé dele!). Também temos em comum um sinal, no mesmo local e formato. 

Nós somos almas afins, já convivemos em outras vidas e eu almejo continuar ao lado desse espírito lindo por toda a eternidade. Conversamos com os olhos, sabemos o que o outro vai dizer mesmo antes de começar a falar. Nossos sorrisos são recíprocos, simultâneos; nos entendemos por telepatia. 

O que posso dizer é que este maravilhoso pai e amigo está lutando firme, pois ele não quer desencarnar agora. Ele fez sua escolha, ele está consciente da chance de uma nova vida, nessa existência. Por mais que haja interferências sombrias, a luz sempre prevalece. 

Eu creio e tenho fé que ele vencerá essa guerra.


18 abril 2012

Essa corrente não pode parar


Amigos, escrevo mais uma vez para falar do meu pai. 
Semana passada ele teve uma melhora significativa, inclusive até saiu da UTI e minha mãe ficou lá com ele, no quarto individual. Porém, hoje, o nível de oxigênio no sangue caiu muito e ele foi novamente encaminhado para a UTI. 

Seus rins ainda não estão funcionando direito, portanto ele continua a fazer hemodiálise. O maior problema que se vê é um sangramento na cicatriz, que certamente está contribuindo para a anemia e a baixa de oxigênio. Hoje ele tomou uma bolsa de sangue e os médicos estão estudando uma forma de tratar o sangramento pertinente. 

A provação continua, ainda há muito pela frente, mas acreditamos que o pior já passou. Ele já esteve muito mais debilitado do que agora e conseguiu sobreviver, então é uma questão de tempo até que as coisas se estabilizem.

Vamos continuar nessa corrente de oração, meus amigos, precisamos alimentar essa energia de amor para que ela não se enfraqueça. 

Conto com a solidariedade de vocês!  


03 abril 2012

Daddy


Hope


 Queridos leitores,

Eu não gostaria de fazer essa postagem, mas há dias que venho tendo essa intuição, e agora resolvi colocar em prática. Vos escrevo para falar do meu pai.

Há aproximadamente 15 dias ele foi internado na Otoclínica, com fortes dores abdominais. Teve de ser operado às pressas, pois seu estado era grave. Ele entrou na sala de cirurgia sem saber o que o estava afetando, as suspeitas giravam em torno de uma hérnia que há anos ele possui.

Infelizmente, era pior. Encontraram mais de dois litros de pus na cavidade peritonial (isso estava causando a dor), o intestino grosso bastante danificado e o apêndice inflamado. O nome da doença que o acometeu é Diverticulite.

Drenaram o pus, removeram a alça do intestino grosso e também retiraram o apêndice. Imediatamente o induziram ao coma e ele foi encaminhado à UTI.

O tratamento, basicamente, tem sido com três tipos de antibióticos. Os rins dele não têm funcionado bem, portanto tem sido necessário fazer hemodiálise (os fortes medicamentos afetam bastante o funcionamento renal). Na maior parte do tempo ele se mantém em coma, mas vez ou outra os médicos diminuem a sedação. Porém, quando ele fica acordado, não reage muito bem. Tem ímpetos de retirar a sonda nasogástrica e movimenta com bastante inquietude os pés. Meu pai sempre foi muito ativo, ficar o tempo inteiro deitado não está sendo fácil. Confesso que é muito penoso vê-lo daquele jeito, prefiro quando ele está sedado, só assim sofre menos. 

Ontem fizeram a traqueostomia, porque o tubo que o ajudava a respirar já estava machucando sua boca. Recentemente diagnosticaram uma pneumonia leve, que é comum em pacientes que ficam por muito tempo nas UTI's.

Não há previsão de quando ele sairá de lá, e muito menos de quando poderá voltar a trabalhar. Os médicos afirmam que neste ano isso dificilmente vai acontecer, pois o período de recuperação é bem lento, sem mencionar o fato de que ele estará colostomizado, até que seu intestino se regenere e voltem a religá-lo. Isso tudo deve levar em torno de 8 meses ou mais. ='(

Meus amigos, vocês sabem que sou uma pessoa de fé. Já me curei de um câncer agressivo e acredito em milagres, pois sou o exemplo de um. Existe uma razão para meu pai estar passando por isso; enxergo esse momento como uma oportunidade de evolução, uma chance de reavaliar atitudes e pensamentos - o que não significa que eu esteja enfrentando essa barra com a serenidade que eu deveria. Pelo contrário, estou muito sensível. 

Fiz este relatório para pedir a vocês que o incluam em suas orações. Vamos alimentar essa corrente de amor e luz, clamando ao nosso grandioso Pai que ocorra o melhor. 

Não sei se já chegou o momento da partida. Honestamente, acredito que ele merece uma nova chance nesta encarnação, assim como eu. Mas, se ele já tiver cumprido sua missão, só nos resta aceitar e esperar pelo reencontro no Astral. Oremos pelo bem dele, acima de tudo. Seja aqui, entre nós encarnados, ou entre os espíritos de Luz, vamos clamar para que o melhor aconteça.

Obrigada.

02 abril 2012

Alguém sabe?



O que se passa quando não estais lá? Será que transitas pelo universo, pula entre as estrelas, passeia em nuvens macias? 

Será que nos visita quando sonhamos?

Quais são seus pensamentos quando nos observa? Aprovaria nossas decisões?
Estamos tão instáveis, tão confusos, tão incertos. Basta uma lembrança para desencadear uma lágrima; e uma frase para fazer cair um pranto. 

Quanto tempo ainda é preciso para entendermos os propósitos da Vida? Quando teremos alguma resposta?

As perguntas não param de chegar, se multiplicam mais rápido do que somos capazes de administrar. 

Há um motivo, eu sei. E qual será o desfecho? 

Alguém pode me ensinar a conviver com essa saudade? Alguém pode me dar a receita dos fortes? 
Alguém?
.
.
.
Pai?

07 março 2012

Um chamado


Hoje foi dia de consulta no Hospital do Câncer. Há apenas alguns minutos eu cheguei em casa e vim logo atualizar o blog, afinal, já estava na hora.

Sempre relutei em voltar ao ICC, com a justificativa de que ali tem uma energia pesada, de sofrimento, que não me faz nada bem. No ano passado eu não pisei lá sequer uma vez. Mandava os resultados dos exames por e-mail, ao meu oncologista. Ele dizia que estava tudo bem, então era perfeito dessa forma.

Porém, no último e-mail que mandei a ele, recebi uma espécie de puxão de orelha.
"Maraysa, você tem que aparecer aqui de novo, preciso avaliar seu estado, te examinar pessoalmente. Não dá para ficar só pela internet!" Mais ou menos assim.

Fiquei chateada, mas entendi que ele tinha razão. 

Ao chegar lá no Hospital, me preparei mentalmente para subir ao 5º andar. O fatídico andar, lembram? Era lá que eu tomava os medicamentos da quimioterapia, por horas a fio. Não demorou muito tempo e logo eu reencontrei algumas enfermeiras que cuidaram de mim. Trocamos abraços carinhosos e eu recebi muitos elogios. Elas são uns amores, sou grata por todo o afeto com que me trataram.

No consultório, o doutor falou que eu estava ótima, registrou tudo no meu prontuário e me passou uma lista de exames para fazer, por prevenção. Ao sair de lá, fui de encontro a outras enfermeiras, que estavam nas salas de Quimioterapia, fazendo seu trabalho. 

Lá, minha atenção foi atraída a dois pacientes específicos: uma mulher e um homem, que estavam em poltronas vizinhas.

Conversei com ambos e contei um pouco da minha história. Percebi que eles estavam interessados pois me fizeram várias perguntas. Senti que deveria divulgar meu blog e fiz mais que isso, passei meu e-mail e telefone. Peguei os nomes deles e os tipos de tumores com os quais sofrem. Trocamos experiências, falei de como consegui me curar, foi mágico. É como se eu estivesse fazendo exatamente o que deveria fazer. 

Nunca esquecerei as palavras que trocamos, e como aquela mulher se emocionou quando afirmou que não tem ninguém para cuidar dela. Ela vai e volta sozinha para casa, de topic. Fiquei com o coração acanhado, eu sempre fui e voltei de táxi, e minha mãe nunca saiu do meu lado... Sou uma pessoa de muita sorte. 

Não sei se fiz o certo, mas perguntei se ela já havia pedido que alguém a acompanhasse. Para minha surpresa, ela respondeu que não. E ainda contou que, em outros tempos, era muito arrogante e talvez por isso estivesse pagando por ter tratado mal tantas pessoas. Porém, eu disse que ela não deveria se manter em silêncio, seria bom que ela pedisse ajuda, confessasse que se sente sozinha e certamente encontraria apoio de alguma parte que só está esperando um chamado. Falei que iria pedir a Deus que a ajudasse a usar as palavras certas, pois ninguém deveria estar sozinho enquanto passa por uma provação tão pesada quanto essa.

Ao terminar minha conversa com eles, encontrei outros pacientes e também troquei algumas palavras de encorajamento.

Foi um momento de muita Luz e Inspiração.  Acredito que minha visita não foi por acaso. Talvez eu tenha aparecido ali para dar mais Esperança àquelas Almas cansadas.

Mas sabe o que é mais incrível? Quem saiu de lá cheia de Esperança foi eu. Estender a mão, falar uma palavra amiga, semear o Amor... Isso é mais fácil do que pensamos.

27 janeiro 2012

Just Feel


Apenas sinta a música e veja como ela é capaz de te transportar para lugares que você nem lembrava que existiam. 
De repente, meu coração parou. E quando voltou a bater, as batidas eram mais fortes do que de costume. Renasci com essa melodia.






Obrigada, Pri. Não pude evitar: postei o mesmo vídeo que a Swu. Essa sua indicação acabou conosco. ;)

25 janeiro 2012

Timeless


Um dia eu percebi que não fazia sentido. Não sem ela ao meu lado.

Ser forte

Você nunca sabe o quão Forte é até que Ser Forte é a única escolha que você tem.

Dias melhores


Eu queria ser anônima. Nunca quis ser popular, nunca desejei ser famosa. 
Eu amo ficar sozinha, não abro mão da minha privacidade. Às vezes eu maldigo o Google por permitir que vasculhem tudo que já assinei por aí, pois basta que digitem o meu nome para inúmeros resultados aparecerem. E muitos destes resultados (que eu mesma já tive a curiosidade de conferir) nem condizem com essa Maraysa que vos fala. 

Eu cometi um erro quando falei da minha vida pessoal em alguns lugares, para pessoas não confiáveis, porque eu nunca gostei que soubessem muito sobre mim - mas só hoje me dei conta disso. Antes eu não pensava, não refletia. Quando percebia o ocorrido, ele já estava feito. E algo irritante é saber que não posso voltar atrás.

Me chamem de antissocial, pensem o que quiserem a meu respeito, eu juro que isso não me afeta como antes. Eu parei de querer agradar a todos, parei de sofrer com a possibilidade de uma rejeição. Eu me aceito, me respeito, e não me coloco onde não tenho vontade.

Penso uma, duas, três mil e quinhetas vezes antes de contar algo mais pessoal. Seleciono muito cautelosamente o que compartilhar, e com quem o farei. Eu sou diferente, não sinto necessidade de ter um monte de amigos, não tenho vontade de sair aos finais de semana, não quero receber visitas o tempo inteiro. Eu sou reclusa, e é sempre uma odisseia interna quando decido sair da toca.

Eu gosto de ver o céu, gosto de tomar um ar, mas por outros motivos. Talvez eu seja acomodada com meu conforto; talvez tenha preguiça também. Até que não é tão ruim quando piso o pé lá fora, mas é quase sempre tão desgastante ter que pegar sol e encarar aqueles ônibus horrendos. Talvez eu seja fresca, talvez eu seja um tanto quanto confusa também. Mas eu não preciso me definir, pois estou mudando, e a cada acordar eu percebo o quanto já reajo diferente a coisas antigas que não me mobilizavam mais.

É estranho perceber o quanto eu mudei. É estranho reler velhas postagens e achar graça do modo como eu escrevia. Alguns nem devem notar, mas para mim é tudo muito tácito.

Eu não sou uma grande pessoa que você deva conhecer profundamente. Eu não sou uma pessoa com quem você deva se relacionar. Eu ainda me descubro a cada dia, e essa é uma jornada que eu farei comigo, até que eu encontre um lugar onde ficar. Um lugar que me preencha de alegria, alegria essa que eu tenho buscado em sonhos de olhos abertos. 

Em muitos instantes me faltam forças para continuar, e penso que está tudo acabado. Mas aí, quando menos espero, a energia que sempre esteve ali, embora tão acuada que eu nem podia enxergar, começa a ganhar forma e me impulsiona a seguir.

Ainda tenho muitas perguntas sem respostas, infinitas páginas em branco, mas algo me faz levantar todos as manhãs, com vontade de ser e agir diferente: a esperança em dias melhores.

19 janeiro 2012

Música feliz

Vocês já conhecem o Marcelo Jeneci e a Laura Lavieri? Dia desses vi o clipe deles no VH1 e me encantei de imediato. Essa canção me passa uma sensação de bem-estar maravilhosa. E a voz da Laura é mágica!


Segue a letra:

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.


Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.


Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.


Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

18 janeiro 2012

Ventos da mudança


É tempo de mudar. É tempo de crescer, de se movimentar.
Chega de se enganar, de fazer promessas que já nascem quebradas. 
É tempo de planejar o possível e deixar nas mãos da Vida o que não está ao nosso alcance. São pequenas vitórias, dia após dia. E a cada amanhecer, sempre haverá a chance de fazer tudo diferente, de colocar em prática aquelas atitudes que estamos adiando há sabe-se lá quantas eras. É hora de jogar fora os velhos e nocivos hábitos; é hora de se reciclar, de se transformar de verdade.

É tempo de parar de colocar a culpa em qualquer coisa que não em você, pois só você é responsável pelo que és. Pedras sempre existirão, mas nunca ninguém disse que você não poderia removê-las do caminho. Acredite que você pode tornar realidade tudo aquilo que deseja, se tantos outros conseguem, por que você não haveria de conseguir? 


É tempo de usar mais do seu potencial, pare de se conformar com o mínimo, com migalhas medíocres. Você pode ter mais. Você poder ser mais.
Faça planos palpáveis, mas não fique apenas nisso. Um plano não é nada sem uma execução. E uma ação sem planejamento tende a ser totalmente desordenada. Procure o equilíbrio: você sabe que é possível e já o vivenciou, não é verdade? Acontece que você perdeu o mapa, e agora terá de fazer essa rota por si mesmo, seguindo sua intuição. 

Não desista! Querer mudar vai fazer mil forças se voltarem contra você. Forças essas que se comprazem em te ver desanimado, levando uma vidinha mediana. Mas não aceite essas interferências, elas só ganham espaço quando você permite. Seja mais forte. Procure forças na Natureza, na música, na arte, nos livros, nos exemplos maravilhosos que a Vida nos deixou. 


Repito: nunca se deixe levar por aquela voz que te impede de agir diferente, que te faz adoecer, perder as forças. Ela está agonizando com suas mudanças, então irá usar todas as armas para te derrubar. Mas entenda: ela se alimenta do seu mal. Se você está bem, deixa de fornecer-lhe suprimentos, então ela sucumbe - ou procura outra vítima, que é o mais provável, já que a Terra está cheia de pessoas assim, completamente submissas às suas próprias fraquezas.

Se você vencer as primeiras batalhas, a guerra se tornará mais leve. Não digo que a guerra terá fim, pois o inimigo ficará sempre à espreita, sem nada a perder, esperando que você baixe a guarda. Mas aí o acesso a você já será mais tortuoso, pois uma muralha de coragem se erguerá ao seu redor, te deixando com mais tempo para pensar e reagir. Porém, esse distanciamento só será possível se você se esforçar, se tiver vontade de evoluir. De nada adianta uma legião de conselheiros te socorrendo, se você se nega a ouvi-los. No fim das contas, é você quem decide qual será a estratégia. 

Ou você se mantém como está, arrependendo-se sempre, antes de dormir, de ter a vida miserável que tem; ou resolve mudar, dar um passo maior dessa vez, um passo seguro e definitivo, que te dará, sempre, boas noites de sono. 

A escolha é sua: mude. Só assim você será verdadeiramente livre.

Lembre-se de que "uma viagem de mil léguas começa sempre com o primeiro passo."

16 janeiro 2012

Soundtrack

2011 foi um ano em que tive a indescritível alegria de conhecer músicas maravilhosas, que integrarão para sempre a trilha sonora da minha vida. As melodias que selecionei abaixo foram as mais ouvidas, sendo que apenas a do Legião Urbana, Tempo Perdido, eu já conhecia, as demais foram um presente adorável que pessoas como a Swu e a Michele tiveram  imensa participação.

A Fine Frenzy




Stood Up
Elements








The Gossip


Metric


  

 Heavy Cross









   ♪Help! I'm Alive



Legião Urbana





 



 
   ♪Tempo Perdido
Kate Havnevik







Unlike Me
Timeless








Sia









   ♪Breathe Me






 



E a melhor descoberta de todos o tempos:
Florence + The Machine!

Florence + The Machine


Florence + The Machine
Heavy In Your Arms
Cosmic Love
What the water gave me
Drumming Song











Spectrum
Only If For A Night
Heartlines
Shake It Out







11 janeiro 2012

O Homem que plantava árvores

Alguns dias atrás, me deparei com este fabuloso curta-metragem. Fiquei tão comovida que hoje decidi compartilhá-lo. Prepare o lencinho.

Parte 1

Parte 2

10 janeiro 2012

I have to go


-Eu tenho que ir. Por favor, solte minha mão, me deixe partir. Você não vê que é melhor assim? Quantas vezes já disse adeus e você recusou-se a ouvir? É hora de me escutar, pois não direi mais nada. Estou cansada, não quero dar satisfações, já fui tola demais. Ninguém entende o que se passa comigo, e não sou capaz de explicar, mas preciso de tempo, e distância. Preciso ficar só. Eu sou um ser solitário, sempre fui. Todas as tentativas de permanecer foram um fracasso, e só nos causaram dor. Se você me quer bem, me deixe ir.

-Não faça isso, não é fugindo que vai conseguir se encontrar. Quando você voltar, seu Caos estará te esperando. Podemos tentar juntos, mais uma vez. Não vês que mudei? O tempo passou, amadureci, sou um outro homem. Me dê uma chance de te mostrar isso.

-Não se trata de fugir, se trata de buscar um novo lugar pra mim. É incrível como você não enxerga a realidade. De quantas chances ainda precisará? Isso não é um jogo, na Vida Real ninguém vai te dar tantas explicações quanto te dei. Eu poderia ter feito tudo diferente, mas tentei ser suave. Meu erro foi ter sido suave demais.

-Suave? Você ignora que eu existo.... Isso é ser gentil pra você? 

-Honestamente, não tenho que continuar te dando respostas, procure-as dentro de si, eu não farei esse papel. Você me colocou num lugar que nunca foi meu, você não sabe quase nada a meu respeito. Como podemos ter algo em comum se nem ao menos sou capaz de te reconhecer na rua? Você é um completo estranho pra mim. Um estranho que não se ama o bastante para perceber que meu "suposto ignorar" não passa de um olhar padrão, doado a todos que não conheço. Se eu soubesse quem você realmente é, certamente demonstraria, talvez sorrisse, mas jamais agiria como se você não estivesse ali. Ah! Que saber? Pense o que quiser, é seu direito. 

-Então você não percebeu que era eu? Mas eu não mudei tanto assim.

-Nem sei de que dia você está falando, sério. E se não te reconheci, isso só transparece ainda mais o quanto estamos fora de sintonia. Minha alma não captou a sua. Sinto muito. Já se passaram tantos anos, porque você não desiste, deixa essa história pra trás? Por favor. Liberte-me de seus pensamentos.

-Eu nunca consegui te esquecer. Parece uma doença - e não quero me curar. Você tem sido cruel demais, não sei porque ainda te procuro... É algo mais forte do que minha razão; inexplicável! Como faço para soltar sua mão e continuar existindo? Eu poderia te fazer a mulher mais feliz do mundo... Tantas gostariam de ouvir isso de mim, mas reservei essas palavras a ti, que me despreza. Você não merece meu Amor, sinto ódio de mim por te querer tanto!

-Sabe qual é o fim de um paciente terminal que não quer se tratar? A morte. Eu não quero que você morra, mas se eu ficasse com você, certamente eu morreria. Não quero alguém que me ame de forma doentia, talvez isso agrade a algumas mulheres, mas não a mim. Só de abrir espaço a você já me sinto aprisionada. É tóxico. Cure-se de sua alucinação, você vai enxergar que não tenho nada de extraordinário, apenas te dei um não inesperado e isso te deixou intrigado. Foi só isso. Siga em frente, é o melhor que tens a fazer. E quando estiver curado, você vai entender que tudo que fiz foi te dar um horizonte. Pare de querer aquilo que não pode ter, apegue-se a tudo que você pode conquistar.

-É doloroso demais saber que você nunca mais será minha.

-Eu nunca fui sua. Esse é seu delírio, acreditar que pessoas podem pertencer a outras. Eu sou livre, isso é muito claro pra mim. Quem está acorrentado aqui é você: ao passado. Liberte-se então. Só você tem esse poder. 

-E sua amizade? Nem ela você pode me oferecer? Como isso pode ser bom e certo? Não faz sentido! Você fala coisas que não consigo enxergar, é tudo absurdo demais.

- ...

-Responde! Por favor, me fala que isso não vai durar pra sempre. O futuro é imprevisível, como você pode saber o que é melhor pra mim? 

- ...

-Não vai mais falar comigo? Então começou a me ignorar mesmo??! Isso é tão infantil de sua parte. 

- ...

-Engraçado, você se gaba de ser muito madura, né? Quanta maturidade em se fazer de muda!

- ...

-Por que você tá me olhando assim? Fala comigo, me deixa ouvir o som da sua voz! Não vai agora, eu não terminei de falar! Volta aqui!


03 janeiro 2012

Tiros na cidade


Para quem acompanha as notícias dos últimos dias, o que irei falar a seguir não há de surpreender:

Fortaleza se tornou o palco da maior falta de respeito à população, por parte dos governantes que deveriam cuidar e preservar a dignidade dos cidadãos que, ilusoriamente, os colocaram no Poder, com esperanças de alguma mudança efetiva no cenário político de nossa cidade. 

Greve

Com a greve dos policiais militares, que já dura seis dias, o clima de pânico se instalou por todos os lados. Ontem houve um "arrastão" no centro comercial do meu bairro. A avenida foi surpreendida por um grupo de homens armados que saquearam todas as lojas que encontraram no caminho. Os lojistas que conseguiram, fecharam as portas em tempo de evitar maiores danos. Mas muitos não tiveram a mesma sorte.

Há pouco, ouvi tiros perto da minha rua. Dois - e passos apressados estremeceram o asfalto. Depois mais dois e, por fim, mais um. Minha mãe correu para espiar do portão, outros vizinhos fizeram a mesma coisa. Todos se entreolharam rapidamente e já voltaram para suas tocas. Ninguém quer ser a próxima vítima.

Faltei à aula de segunda-feira à noite pela insegurança de ficar na parada do ônibus, e se eu tivesse me arriscado, teria ficado exposta ao perigo justamente no instante em que estava ocorrendo o arrastão. Nessas horas é melhor não pagar para ver.

As ruas da cidade estão desertas; impera um clima apocalíptico que assombra a todos e faz a alegria daqueles que monstruosamente estão tirando proveito do Terror generalizado. 

Os policiais estão certíssimos em lutar por seus direitos, apesar de ainda não ter entendido como eles conseguiram encontrar essa "brecha" na lei, visto que a Constituição Federal, em seu artigo 142, § 3º, IV - estabelece que "ao militar são proibidas a sindicalização e a greve". Se alguém acompanhou o início desse movimento e souber alguma coisa, não deixe de comentar, por favor.

Mas o fato é que tudo isso levantou uma grande revolta, facilmente visível nas redes sociais. O que encontrei, há alguns minutos, fazendo uma busca pelo nome do governador Cid Gomes, foi essa imagem (clique para ver).

Me deixa perplexa ver o quanto as pessoas são capazes de criticar, se empenhar em fazer montagens, dedicar horas a falar mal do Governo mas, na hora de agir, todos preferem se esconder, ficar em casa esperando que tudo se normalize.

Particularmente, enxergo este momento de indignação como uma oportunidade perfeita para que todos tirem do Poder o nosso excelentíssimo governador, já que ninguém se mostra satisfeito com essa falta de respeito absurda que vem se repetindo e se fortalecendo desde a greve dos professores, no ano passado.

Eu não quero que tudo se normalize, não quero que as coisas voltem a ser como eram, pois elas não estavam boas! É tempo de mudança, mudança de verdade.