26 julho 2012

A Chama

Já que nada na vida se cria, tudo se copia*... Aqui vou eu com alguns screenshots do filme A Estrada, visto no último sábado. São da sequência de um diálogo muito bonito entre o personagem do Viggo Mortensen e seu filho fofo. Nada do que contei sobre o filme, na postagem anterior, se enquadra como spoiler, então, quem ainda não viu, pode ler que vai ficar ainda com mais vontade de assistir.





*Ideia copiada do excelente blog da minha hermana, Swu (também conhecida como Mayara xD). Confiram aqui: desabitado.blogspot.com.br/

24 julho 2012

The Road

Sábado passado eu vi um filme que há tempos tinha vontade de assistir: A Estrada (The Road, 2009).

Com Viggo Mortensen, o eterno Aragorn de Senhor dos Aneis, o longa retrata a estória de um pai e seu filho, num cenário pós-apocalíptico, lutando pela sobrevivência. O foco não é como o planeta se tornou cinzento e cheio de fuligem, mas sim como os poucos habitantes restantes fazem para continuarem vivos.

A alimentação é o objetivo primordial do cotidiano de todos. Como não há mais o cultivo da agricultura e os animais não conseguiram sobreviver ao caos, alguns recorrem ao canibalismo, o que acaba por afastar ainda mais os grupos de sobreviventes. Ninguém é confiável.

Após alguns sustos, momentos de tensão e cenas comoventes, o filme termina num momento inesperado, confesso que eu ainda queria ver mais. 

Essa trama me fez refletir sobre todo o desperdício de recursos que fazemos diariamente. Me fez também perceber que somos muito sortudos, pois moramos num país riquíssimo, que possui o maior reservatório de água potável do planeta. Por quê não cuidamos melhor de tudo que temos? Por quê tantas pessoas continuam desrespeitando o meio ambiente, jogando lixo nas ruas, poluindo rios? 

É tão perturbador desligar a TV, após um filme impactante como A Estrada, e notar que é para esse cenário que estamos caminhando, ao continuarmos com essa postura egoísta e destrutiva. 

No filme, o personagem de Viggo - que não tem nome, é apenas chamado de pai - se empenha totalmente em educar seu filho com valores de respeito, coragem e bravura, mesmo num mundo devastado, sem escolas, casas ou qualquer coisa que se possa chamar de abrigo. Eles são nômades e caminham sempre para o Sul, em busca de calor, pois o frio de seu país está se tornando cada vez mais insuportável. 

Tudo em volta é hostil, sujo, perigoso. Num momento de desespero, e isso é dito no início do filme, a solução indicada é o suicídio. Só há duas balas no revólver que eles carregam e um mínimo erro pode trazer consequências nefastas. Então, imaginem só, é matar ou morrer. E se for para morrer, que seja rápido, sem sofrimentos, com apenas um tiro.

Doloroso pensar num destino assim, sem esperança. Mas sempre se pode mudar o presente para ter um futuro mais bonito. O que pudermos fazer para melhorar o mundo, façamos logo, façamos hoje. Novos sinais estão por vir, para nos alertar, e até o cinema colabora com esse aviso geral, então, prestemos atenção: ainda há tempo!