24 julho 2012

The Road

Sábado passado eu vi um filme que há tempos tinha vontade de assistir: A Estrada (The Road, 2009).

Com Viggo Mortensen, o eterno Aragorn de Senhor dos Aneis, o longa retrata a estória de um pai e seu filho, num cenário pós-apocalíptico, lutando pela sobrevivência. O foco não é como o planeta se tornou cinzento e cheio de fuligem, mas sim como os poucos habitantes restantes fazem para continuarem vivos.

A alimentação é o objetivo primordial do cotidiano de todos. Como não há mais o cultivo da agricultura e os animais não conseguiram sobreviver ao caos, alguns recorrem ao canibalismo, o que acaba por afastar ainda mais os grupos de sobreviventes. Ninguém é confiável.

Após alguns sustos, momentos de tensão e cenas comoventes, o filme termina num momento inesperado, confesso que eu ainda queria ver mais. 

Essa trama me fez refletir sobre todo o desperdício de recursos que fazemos diariamente. Me fez também perceber que somos muito sortudos, pois moramos num país riquíssimo, que possui o maior reservatório de água potável do planeta. Por quê não cuidamos melhor de tudo que temos? Por quê tantas pessoas continuam desrespeitando o meio ambiente, jogando lixo nas ruas, poluindo rios? 

É tão perturbador desligar a TV, após um filme impactante como A Estrada, e notar que é para esse cenário que estamos caminhando, ao continuarmos com essa postura egoísta e destrutiva. 

No filme, o personagem de Viggo - que não tem nome, é apenas chamado de pai - se empenha totalmente em educar seu filho com valores de respeito, coragem e bravura, mesmo num mundo devastado, sem escolas, casas ou qualquer coisa que se possa chamar de abrigo. Eles são nômades e caminham sempre para o Sul, em busca de calor, pois o frio de seu país está se tornando cada vez mais insuportável. 

Tudo em volta é hostil, sujo, perigoso. Num momento de desespero, e isso é dito no início do filme, a solução indicada é o suicídio. Só há duas balas no revólver que eles carregam e um mínimo erro pode trazer consequências nefastas. Então, imaginem só, é matar ou morrer. E se for para morrer, que seja rápido, sem sofrimentos, com apenas um tiro.

Doloroso pensar num destino assim, sem esperança. Mas sempre se pode mudar o presente para ter um futuro mais bonito. O que pudermos fazer para melhorar o mundo, façamos logo, façamos hoje. Novos sinais estão por vir, para nos alertar, e até o cinema colabora com esse aviso geral, então, prestemos atenção: ainda há tempo!


2 comentários:

Mônica Santos disse...

Eu tenho e livro. É realmente tocante.
Se todo mundo pensasse um pouco sobre isso, talvez o mundo fosse diferente e as pessoas mais conscientes.
Vamos fazendo nossa parte né =)
Amo vc, saudades =)

Elson disse...

Bem como infelizmente acontece só damos valor quando perdermos, para mim isso se enquadra muito bem no que escreveu, pois infelizmente não se pensa no amanhã só no agora.