03 fevereiro 2013

Como adotar o hábito da meditação?

Hoje eu trouxe um texto da Regina Restelli, uma terapeuta holística que escreve ótimos artigos no site Personare. A temática é a meditação, assunto que muito me interessa, pois sei de todos os benefícios que proporciona. Porém, há um tempo eu deixei de praticar e agora estou retomando, então quero compartilhar aqui uma sugestão de como você também pode adotar esse hábito tão simples e tão complexo ao mesmo tempo.


Você tem 10 minutos para dedicar somente a você todos os dias? Já pensou em aproveitar esse tempo para meditar? Se após ler este texto quiser manter esse hábito, saiba agora, que só dependerá da sua vontade.
 
Não importa com que tipo de meditação você mais se identifica, o importante é a freqüência destes momentos em sua vida diária. A continuidade de buscar o relaxamento, chegar até ele, se equilibrar e sentir-se em paz, é que vai determinar seus benefícios. Aumentar a capacidade de concentração, diminuir o estresse e equilibrar o complexo mente/corpo, aumentar a auto-estima são alguns deles. Outras vantagens que valem ser destacadas são a melhora do sistema imunológico, e da memória, além do fortalecimento das conexões entre os neurônios. A meditação diária possibilita o treinamento da mente para conseguir novos objetivos e trazer consciência do poder pessoal .

Os cientistas acreditam que o corpo produz mais óxido nítrico quando está profundamente relaxado, e essa molécula atua como um antídoto contra o cortisol, o hormônio do estresse. Dos relaxamentos mais pesquisados nos últimos anos, a meditação tem gerado uma grande atenção. A prática aumenta a produção de endorfina (hormônio que reduz o estresse) e previne a perda natural de neurônios. Segundo a Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a meditação reduz também a ansiedade, ajuda no combate à depressão e melhora os níveis de atenção.

Hoje eu recomendo que comecem pelo menos com apenas 5 minutos pela manhã e mais 5 minutos antes de dormir. Estes 10 minutos começam a fazer diferença, incentivando-os a continuar e até aumentar naturalmente o tempo dedicado a esta prática.
Eu agora volto a perguntar: você tem 10 minutos para dedicar somente a você todos os dias? Confira um passo-a-passo simples:
    Reserve um tempo e um lugar calmo. Certifique-se que não será incomodado ou interrompido.
    Sente-se com a coluna ereta, para a melhor circulação de energia, e também para não dormir. Este é um exercício que traz sua consciência para o agora.
    Feche os olhos respire profundamente 3 vezes, relaxe seu corpo e acomode-o confortavelmente sentado. Mantenha a atenção na sua respiração, no ar novo que entra (e como entra) e no ar velho que sai (e como sai). Reflita sobre as sensações trazidas e mantenha todo o tempo sua mente ocupada com esta tarefa.
    Logo nas primeiras experiências você deve encontrar dificuldade em domar o mental, que não costuma parar de interferir logo de inicio. Comigo também é assim, não desista! Afinal quem manda aí dentro, você ou sua mente desordenada?
    Faça isso sempre quando acordar e quando for dormir e finalize com uma boa afirmação para começar o dia:"Eu acredito que o decorrer de meu dia será suave e repleto de boas concretizações". E para a noite, sugiro: "Agradeço tudo que aprendi hoje e me entrego a um sono profundo, restaurador que me prepara para as atividades do próximo dia."
 Até hoje minhas meditações ainda têm este perfil e garanto que fazem muita diferença no meu dia-a-dia.
Se ame acima de tudo, não se esqueça de você, pois a vida é sua. Coloque atenção no agora e divirta-se.  

5 comentários:

Bruno disse...

Ótimo post, Mariquita!
Meditação é um hábito super saudável! Mantê-lo, contudo, é bem difícil às vezes. Como a autora disse, o importante é a constância - mais do que o tempo de meditação. Ainda que sejam só 5 minutinhos, já é alguma coisa. O roshi aqui da sangha que eu frequento descreve a meditação como tocar um sino: quando você toca um sino, o ressonar permanece por alguns instantes, e aos poucos vai morrendo. Da mesma forma, a meditação aquieta nossa mente - mas esse efeito vai passando conforme começamos a nos engajar nas atividades do dia-a-dia. Cada vez que paramos e meditamos por um tempinho, é como se tocássemos o sino e entrássemos nesse estado de paz e atenção - por isso é importante manter a constância na prática.

Com o tempo, a gente começa a perceber os benefícios de manter essa prática constante e, eventualmente, estendemos o tempo de meditação pra 10, 20, 40 minutos - de acordo com nossa disponibilidade de tempo.

Outra coisa importante, como reforça o mestre Zen Dogen: meditação é fazer o que é apropriado no tempo apropriado. Se estiver com sono, não vá meditar: vá dormir; se estiver com fome, vá comer; se estiver com sede, vá beber água. Meditação não precisa ser mais uma atividade obrigatória no dia-a-dia, mas sim um tempo para descansar a mente e aliviar a rotina. ^^

Beijos, Mariquita! :***

Ivu disse...

Legal, Marita. Há um tempo venho pensando em pesquisar práticas de meditação, porém ainda sou muito mal acostumado à rotina doente da ocidentalidade pós-moderna, vish. Espero não dar piti quando começar.

Maraysa Carvalho disse...

Nossa, Bruno, adorei essa analogia: meditar é tocar um sino!

Obrigada pelo comentário.

Maraysa Carvalho disse...

Pior que eu também sou altamente viciada na rotina ocidental pós-moderna, Ivuxo... =/ Mas com paciência e determinação conseguiremos ser mais fortes que isso. hahaha. ;D

Gabriel Florentino disse...

Gostei. Era disso que eu precisava agora. Depois do concurso, hei de me dedicar mais à meditação, sem pressa.

Mas pra mim, que tou muito apressado pra tudo agora, esse texto caiu como uma luva!